sábado, 6 de novembro de 2010

A Inclusão de Necessidades Educacionais Especiaiss

A atual sociedade passa constantemente por mudanças de paradigmas. Buscam-se alternativas mais eficazes em relação a algumas crises que vão surgindo, como as questões da inclusão de necessidades educacionais especiais.
Como educadores, nos vemos constantemente com interrogações e em se tratando de necessidades especiais como o déficit de aprendizagem . somos invadidos pelo medo em lidar com essa questão, pelo nosso despreparo e por acharmos que este assunto é um “problema nacional” portanto “não nos cabe enquanto professores , encontrarmos soluções viáveis” afinal,a nossa realidade é de sala com mais de 30 alunos, sem recursos materiais necessários, sem formação, a unidade escolar não possui um sistema de gestão democrática ou seja o professor transfere a responsabilidade de “todos” os envolvidos no sistema para uma esfera política.
Grande engano este. Nós como educadores devemos buscar alternativas, propor soluções, discutir em congressos, seminários, rever a nossa postura enquanto educadores e transformadores sociais. É verificarmos que esses alunos já estão incluídos no sistema portanto, faz parte do nosso planejamento de ensino.
Será que uma criança consegue obter algum aprendizado estudando em uma sala regular com professores despreparados e total falta de material de apoio, além de excluídos geralmente em um canto da sala, marginalizado pelos colegas, sem oportunidade de participação em atividades que exijam concentração, sistematização, problematização, ? Claro que não. Os educadores, a escola e sua infraestrutura devem estar preparados para receber este aluno. Ele deve sentir-se bem em seu local de estudo, deve ver seus professores como elo, um caminho para o conhecimento e o professor reciprocamente, ver neste aluno um ser humano, com objetivos a serem alcançados, com metas a serem seguidas.
O objetivo é demonstrar que uma escola bem estruturada, um espaço físico apropriado, um professor com característica holística , o oferecimento de recursos compatível com as necessidades desse aluno como atividades extra-classe, atividades lúdicas como os jogos e brincadeiras podem trazer resultados significativos. Esforços vêm sendo realizados em busca desta inclusão. O próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) assegura uma educação voltada a todos as crianças, sem distinção . É um grande passo em relação à crise de paradigma que nossa educação vem sofrendo.
O fator exclusão e inclusão são tópicos importantes para serem discutidos na elaboração do projeto político pedagógico da unidade escolar . Excluir uma criança por apresentar déficit na aprendizagem hoje na educação nacional é um fator indiscutível e imperdoável. Falamos em gestão democrática, em participação da comunidade escolar, em inclusão participativa, em apoios educacionais mas é preciso que o professor tenha subsídios necessários para não se ver só nesse processo.
Por isso torna-se de grande importância o fator “apoio governamental” afinal é através deste que os profissionais em educação poderão realizar curso de formação diminuindo desta forma o medo em lidar com o tema mas é preciso que o professor ponha em prática o seu conhecimento, tudo o que tenha adquirido com a sua prática em sala de aula. Muitas interrogações são feitas, mas também solucionadas. A troca de experiência entre os profissionais da educação também é um fator relevante.
Alunos com necessidades educacionais especiais entre eles os com déficit de aprendizagem já estão incluídos no sistema educacional portanto nós professores, devemos rever as práticas em sala de aula, buscando alternativas diferenciadas. Tentar não excluí-los desse sistema uma vez que os mesmos possuem direitos e deveres garantidos por lei. São alunos comuns e por isso mesmo detentores de nossa atenção. Não devemos passar para outros uma responsabilidade que nos caiba. É imprescindível na construção de uma sociedade mais justa e participativa sermos enquanto professores transformadores sociais e os principais responsáveis por uma educação que visa uma inclusão pautada em princípios, em profissionalismo, em ética e valorização pessoal. Cidadania, pessoa. Déficit de aprendizagem não é um fator que desmereça um direito a ter “direitos”.
Abordaremos também jogos e brincadeiras, testados clinicamente, estimulando e aperfeiçoando a coordenação motora, a criticidade, a autonomia dentre outros aspectos psicopedagógicos.
Todos sentimo-nos a necessidade de ser entendidos. Infelizmente há profissionais que, ao terem necessidades educacionais especiais como os que possuem déficit de aprendizagem só vêem um “incapacitado”.
Aparentemente inabilidades podem empanar as verdadeiras habilidades deles. Em contraste, muitos com esse déficit consideram-se “capacitados”. Comunicar-se fluentemente entre si, desenvolver a autonomia, a auto-estima e ter um bom desempenho educacional, social e espiritual torna-se um dos principais fatores que levam esses alunos à não aumentar o número percentual de evasão escolar.
Infelizmente, os maus-tratos que muitos sofrem levam alguns deles a suspeitar de suas capacidades. Contudo, quando os profissionais da educação interessam-se sinceramente em entender a cultura dessa necessidade no seu dia-a-dia encarando-os como pessoas capacitadas, todos se beneficiam.
Em todo o mundo, as necessidades educacionais especiais expandem seus horizontes usando uma rica estimulação pedagógica. Nesse processo a psicopedagogia tem contribuído não no sentido de encontrarmos uma fórmula eficaz mas de por pesquisas, estudos, viabilizarmos uma fundamentação e/ou diagnóstico responsável e compatível com determinados casos apresentados, principalmente os relacionados ao déficit de aprendizagem em sala regular de ensino.
Com problemas de aprendizagem, esta prática envolve algumas etapas, tais como: investigação do caso, hipóteses diagnósticas, proposta terapêutica, desenvolvimento das sessões (se for o caso), além de contato com pais, escola e/ou outros profissionais.

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