sábado, 6 de novembro de 2010

Por uma gestão democrática participativa

A prática em gestão escolar trouxe-me várias reflexões sobre a importância de um diretor líder, participativo, que delega poderes, assumindo a escola com responsabilidade, buscando alternativas eficazes para solucionar problemas internos, trazendo a comunidade, os pais e docentes para participarem dos problemas internos da unidade escolar, e juntos, buscarem alternativas eficazes.
Uma gestão democrática participativa, esta a qual defendo, não solucionará todos os problemas, mas pode resolver grande parte dele. Temos um exemplo típico: quando a diretora da unidade busca o envolvimento de todos, encontra soluções rápidas e viáveis para os problemas que forem surgindo. Isto significa “um comprometimento responsável”, essa atitude faz da gestão democrática um elo entre os setores administrativos e pedagógicos, que nós, como futuros gestores /pedagogos deveremos separar e acima disso, refletir para que a escola flua, caminhe em direção ao sucesso.
Na prática, o que pude analisar é que a maioria dos diretores escolares encontra-se despreparados para assumirem tal função. A diretora geralmente se fecha em sua sala e raramente aparece para averiguar o andamento dos projetos, dos planos ou o cumprimento do planejamento educacional. Este tipo de procedimento prejudica toda a comunidade escolar excluindo o centro do processo: o aluno. Se o diretor não se vê como um verdadeiro líder, ou melhor, toma atitudes de autoritarismo, será muito difícil uma sinergia entre pedagógico e administrativo.
Como conseqüências teremos uma escola fechada à comunidade, professores desmotivados, equipe administrativa e técnica frustrada. Uma unidade escolar completamente excluída do sistema, possuindo um chefe e não um líder que dá prioridade às questões meramente burocráticas.
É necessário, no entanto, que o diretor busque alternativas eficazes para sanar os problemas juntamente com todos os envolvidos no processo. Participe do pedagógico, do setor de secretaria, do administrativo vendo o todo e não apenas uma parte. Deve ser um líder, uma autoridade reconhecida por sua competência técnica, por sua sabedoria. Será respeitado como profissional e como pessoa, em qualquer ambiente de trabalho onde possa exercer o seu ofício.
Deve investir na sua formação não apenas técnica, mas em seu lado ético, sociológico e filosófico para priorizar e defender uma verdadeira cidadania. Ter ainda, plena consciência do seu papel perante a sociedade: um facilitador, um verdadeiro gestor, aquele que visa uma educação autônoma, democrática, participativa e responsável.




“Um líder não consegue ser amado por todos, mas consegue o respeito de todos... não se arma contra o seu grupo, mas a favor dele, representando-os sempre...”.
Chrisitanne Néry(2003)

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