segunda-feira, 28 de março de 2011

jogos e brincadeiras

Jogos e brincadeiras na educação

Christianne Nery

Nas séries iniciais do ensino fundamental ou na educação infantil, a criança inicia um processo de aprendizagem construindo as diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo.
As atividades lúdicas, jogos e brincadeiras, podem contribuir para a aceleração desse processo, cognitivo em que os objetivos são; o desenvolvimento da percepção e o pensamento reflexivo além o de amenizar a dor e contribuir para uma educação humanista.
As referências ao uso de jogos vêm se repetindo constantemente porque este dá possibilidades de surgirem vários tipos de comportamentos como, por exemplo, o de agir aleatoriamente, por tentativas, por análises ou por atitudes intuitivas.
Utilizando-se os jogos em sala de aula, o papel de aluno centra-se nas atividades de observação, problematizações e argumentações assim como valores e atitudes imprescindíveis para o seu desenvolvimento nas relações sociais.
Ao professor, caberá a tarefa de orientar e buscar soluções para as jogadas conhecendo o seu aluno, suas características para o alcance de seus objetivos, estando preparado didaticamente e pesquisando quando necessário.
Em síntese, as atividades lúdicas, além de proporcionar prazer e diversão, representam um desafio: o de provocar o pensamento reflexivo do aluno, e este mesmo estando em um ambiente hospitalar possua o direito ao conhecimento não podendo jamais lhe ser negado tal tesouro.
As atividades lúdicas na educação infantil podem proporcionar bons resultados, se bem empregadas. Não terá efeito positivo, o jogo pelo jogo, ou a brincadeira pela brincadeira.
Portanto, não poderemos usar jogos e brincadeiras sem um rigoroso e cuidadoso planejamento, marcados por etapas nítidas. Um professor não deve ser avaliado pela quantidade de jogos que emprega e sim pela qualidade de jogos que se preocupa em pesquisar, selecionar e aplicar. Com esses cuidados as atividades lúdicas na educação hospitalar certamente proporcionarão um melhor desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Os profissionais das áreas clínicas que atuam com atividades lúdicas, com crianças (como por exemplo, os Psicopedagogos e/ou Pedagogos) podem através destas , trabalhar diferentes aspectos clínicos conhecendo os objetivos de cada jogo e individualmente, programando uma seleção de atividades com nível crescente de dificuldades.


1. Conteúdos

Apontamos alguns conteúdos básicos, para a aplicabilidade de algumas atividades lúdicas, que despertam o interesse da criança em várias áreas do conhecimento.
Essas atividades podem ser trabalhadas com várias disciplinas como Português, Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, Educação Física e outras.
Como conteúdos indicados abordam a soma, trajetória, corpo humano, nossos músculos, inércia, tipos de energia, grandezas, unidades de medidas, ecossistema, alfabetização, localização, cartografia, estratégias de resolução de problemas, operações com números naturais, substantivos, verbos, linguagem oral, linguagem escrita, formas de comunicação, números naturais, conjuntos, capitais brasileira, formulação de questões, operações, espaço, tempo, gramática em geral, cadeia alimentar, ecossistema, percepção audiovisual, meses do ano, calendário, história pessoal, do Brasil, história geral, velocidade, força, energia e outros.
Verificamos ainda, alguns temas transversais como a ética, à pluralidade cultural, trabalho e consumo, meio ambiente e saúde.
Podemos perceber valores e atitudes que podem ser trabalhados como a atenção, interesse pelo conhecimento, iniciativa, imaginação, contemplação, concentração, respeito mútuo, tolerância, atenção, coerência, esforço, autoconfiança, imparcialidade, justiça, esforço, igualdade, espírito de equipe, alegria, autocontrole, responsabilidade, amizade, paciência, perspicácia, exatidão, senso de realidade, solidariedade, cooperação, agilidade, objetividade, compreensão, igualdade, respeito às regras, auto-aceitação, simpatia, amabilidade, discernimento e outros.

4. Procedimentos Pedagógicos.
O nosso trabalho tenta sempre seguir os PCN, desta forma, visamos situações de aprendizagem que possibilitem aos alunos refletir criticamente sobre as convivências e as obras humanas, ultrapassando explicações organizadas debatendo as contradições, os conflitos, as mudanças, as permanências, as diferenças e as semelhanças existentes no coletivo.
Como procedimentos pedagógicos, com jogos e brincadeiras o trabalho prazeroso torna-se primordial. Não adianta, como já vimos o jogo pelo jogo, é preciso uma intencionalidade, atingir sempre objetivos propostos pelo professor, por isso o seu preparo antes de entrar em sala de aula.
Acima de tudo, é necessário verificarmos se essas atividades lúdicas podem ser realizadas sem nenhum custo, algo irrisório como materiais recicláveis, revistas, jornais, em espaços abertos ou fechados. Nada que possa dificultá-las deve deixar de ser analisado.

5. Avaliação
A avaliação deve ser sempre a diagnóstica e qualitativa avaliando sempre habilidades e competências.
Deve ser planejado e acima de tudo, não aceitar apenas o que o aluno conseguiu atingir, mas, por que ele não atingiu determinado objetivo.


ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES LUDICAS.

Quando citamos preparo para o desenvolvimento de atividades lúdicas nos referimos à didática do professor em sala de aula em um ambiente hospitalar.
Preparar significa dispor-se antecipadamente, aprontar-se, aparelhar-se, ou seja, o professor deve sempre questionar sobre o seu papel em sala de aula, sobre o processo de ensino/aprendizagem como ação intencional, sistemática, procurando organizar-se para melhor proporcionar uma aprendizagem eficaz. É saber fazer e fazer bem. O professor deverá detectar as atividades, criando condições de desenvolvimento e condutas desejáveis.
Um fator importante às atividades lúdicas é o professor planejar para alcançar seus objetivos inter-relacionando disciplinas e conteúdos. Esta prática tornará os jogos e brincadeiras num processo holístico em que o aluno é o centro do processo.
Se a educação é um contexto dinâmico, segundo Sampaio (1989), caberá ao professor inovar para que as atividades não caiam no marasmo. Deverão conhecer o que há de novo na sua área e refletir sobre as novas práticas educativas em um ambiente hospitalar. Reflexão e ação são companheiras inseparáveis para o professor e para a educação. Assim são as aplicações de jogos e brincadeiras que jamais devem ser repetidas. A criatividade é imprescindível para as ações.
Assim sendo, o trabalho do professor consciente, deve seguir a reflexão-ação-reflexão e não o jogo pelo jogo ou a brincadeira pela brincadeira.
Como sabemos na educação não há fórmulas prontas e acabadas principalmente em se tratando de jogos e brincadeiras, mas a motivação dos alunos impulsiona e vitaliza o processo de aprendizagem.
Segundo Silva (2002) para incentivar a prática em sala de aula é necessário que o professor trabalhe com jogos e brincadeiras que mostrem a realidade do aluno, apresente atividades partindo de questões problematizadoras para a qual os alunos devem encontrar individualmente ou em grupo, uma explicação pela descoberta.

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