domingo, 24 de abril de 2011

Avaliação

Percebo um sinal de mudanças nos métodos ou formas de avaliar e não é somente emitir uma nota ou classificar pode ser também mediar. Grandes teóricos como Freire, Vasconcellos, Locatti, Hoffmam nos faz uma reflexão: Como avaliar bem? Por que e para quem avaliar? Que objetivos realmente queremos atingir?
VIGOTSKY nos cita a zona de desenvolvimento proximal. É o professor, o aluno e os instrumentos de trabalho. Quando estou próxima ao meu aluno, saberei suas dificuldades, em que posso ajudá-lo, que métodos específicos posso oferecer a este assim como analisar minhas formas e práticas de ensino. Isto é avaliar e auto avaliar. É buscar uma avaliação compartilhada tendo os pontos negativos como norte: ”... Meu aluno não está bem: em que errei, porque errei e como farei para ajuda-lo”. Avaliar não é classificar, somar, excluir, neutralizar, finalizar. Avaliar é perceber-se como parte do processo educacional, compartilhar os aspectos negativos. Avaliar, não é só emitir nota ao aluno, mas a toda a comunidade escolar e esta deve fazer sempre parte do processo. Avaliação percebendo as qualidades do aluno, seu processo cognitivo, suas múltiplas inteligências e não apenas emitir uma quantidade. Infelizmente ainda hoje o método de avaliação ainda tem resquícios tradicionais. O melhor aluno é aquele que tira as melhores notas e o sistema classificatório prevalece. O próprio MEC avalia o aluno por notas como ENEM, classificando e excluindo e as escolas não costumam reavaliar porque também exigem das mesmas, notas por medição são as famosas "questões burocráticas". É difícil mudanças embora tenhamos muitas discussões. Colocar em prática será uma questão cultural.

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