sexta-feira, 1 de abril de 2011

Descrever, comparar e analisar a Escola Tradicional e Escola Nova.


As tendências são classificadas basicamente em não criticas e críticas.
As não críticas são aquelas que estão fora do contexto, são autônomas, separadas do restante do mundo. É uma educação que não tem relação com outros fatores sociais. Seus pensadores acham que a mesma salva o mundo. É um instrumento de igualdade social. Nestas podemos citar a tendência tradicional, a Nova e a tecnicista.
As críticas pensam a educação no contexto, inserida no todo. Podemos citar a crítica-reprodutivista, dialética e progressistas.
Analisaremos, no entanto a Tradicional e a Escola Nova.
A Escola tradicional tinha uma visão essencialista de homem, ou seja, a essência precede a existência. Pensadores que partem do princípio que existe uma essência de homem. Existe um modelo pré-fabricado. Cada um deve adaptar-se a essa moldura.
O currículo tradicional é o mais utilizado e suas características mais visíveis são conhecidas: organização do conhecimento por disciplinas compartimentalizadas, caráter livresco e verbalista, ensino meramente transmissivo, centrado no professor e na matéria, escola como responsável pelo ajustamento social dos alunos sem preocupação com uma visão crítica de sociedade. O papel do aluno, na maior parte das correntes pedagógicas tradicionais, é o de armazenador de informações. Importam mais freqüentemente os produtos de aprendizagem, não os processos, razão pela qual a avaliação somativa tem grande peso. O professor é o detentor da autoridade intelectual e moral (mesmo que não as tenha), o aluno um receptor de conhecimentos. Os alunos são tidos quase sempre como imaturos, incapazes de refazerem seu próprio percurso de aprendizagem. Ignoram-se as diferenças individuais. O currículo é reduzido a um conjunto de disciplinas e de conteúdos a serem passados aos alunos, organizados numa grade curricular.
Moacir Gadotti cita em seu livro; História das Idéias Pedagógicas, que a pedagogia dos jesuítas através da Ratio Studiorum que é um de plano de estudos, de métodos e base filosófica jesuítica tradicional, até hoje é defendida por alguns educadores tradicionais.
A Escola Nova tem uma visão existencialista de homem. A existência precede a essência. Não existe modelo. O homem será o que ele fizer dele.
Jean Jacques Rousseau representou a primeira tentativa radical e apaixonada de oposição fundamental a pedagogia da essência e de criação de perspectivas para uma pedagogia de existência. Pregou que seria conveniente dar á criança a possibilidade de um desenvolvimento livre e espontâneo. A educação segundo ele não devia ter por objetivo a preocupação da criança com vista ao futuro nem a modelação dela para determinados fins. Devia ser a própria vida da criança. Mostrava-se, portanto, contrário á educação precoce. Era preciso ter em conta a criança, não só porque ela é o objeto da educação, mas porque a criança representa a própria fonte da educação.
O currículo da escola nova coincide quase sempre com a idéia de currículo centrado no aluno e no provimento de experiências de aprendizagem como forma de ligar a escola com a vida e adaptar os alunos ao meio. Daí a ênfase nas necessidades e interesses dos alunos, na atividade, no ritmo de cada um. O professor é o facilitador da aprendizagem, o conteúdo vem de experiências dos alunos.
Identificado com as idéias de John Dewey, esse modelo de currículo compreende a educação como um processo interno de desenvolvimento, de contínua adequação ao meio, colocando os conteúdos escolares como instrumentos para o desenvolvimento de processos mentais, não como verdades estabelecidas. Por isso, os conteúdos são subordinados as necessidades e interesses dos alunos no seu processo de adaptação ao meio, valoriza-se bastante a atividade de pesquisa do aluno e o clima psicológico e social da escola e da sala de aula.

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