sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ética Profissional no Magistério
A ética que os profissionais no magistério e na educação em geral, precisam defender na escola, e no mundo, é a ética humana, aquela que promove o desenvolvimento tendo como objetivo o bem estar dos humanos.
Não basta aprender conceitos e discutir pontos de vista, é preciso também, mudar as atitudes, colocar os valores aprendidos em ação.
Nosso papel como educadores é protagonizarmos o processo educacional sem negarmos a sua dinamicidade, os nossos conhecimentos e qualidades e as nossas falhas e fragilidade. Ter ética é sabermos que ensinar e aprender são muito mais do que dar uma receita para ser desenvolvida sem erros: é antes de tudo ser referência de homem e de mulher diante dos problemas que a vida impõe, assumindo uma atitude de respeito, solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças e discriminações.
Para Barbosa (2002), a ética na educação esta ligada à valorização humana porque esta eleva a estima e traz para aquele que é valorizado uma imagem positiva de si próprio. Educares, quando respeitados pelos alunos têm tudo para participar da formação da imagem de seus alunos.
Outro fator importante é sabermos que o ensino-aprendizagem não tem a função doutrinária e o papel do educador passa a ser o de mediar, trazendo para a sala de aula várias posições sobre determinados assuntos, provocando o exercício da descentralização, a possibilidade de conhecer distintas opiniões e de formar a sua a partir das discussões e da análise dos aspectos positivos e negativos referentes a cada assunto, e isto é uma questão de ética profissional em educação.
A busca da ética nas discussões realizadas tem o objetivo principal de nos levar a perceber que as situações, os fatos precisam ser analisados de diversos ângulos e que os valores precisam ser hierarquizados para que possamos entende-los no contexto histórico, espacial e social.
Tereza Rios (1993), caracteriza o professor como um profissional para o qual corresponde um dever a ser realizado de uma maneira específica, por meio da articulação das dimensões política, técnica e ética de seu trabalho. Essas dimensões fazem a atividade docente ser competente se configurando em uma ação consciente, intencional, comprometida, livre e, portanto, ética de sua parte. A docência é considerada uma atividade com valores, como o senso de dever, o compromisso, a responsabilidade, a liberdade, à vontade e o consenso.
Para ela, a ética está presente no fazer do professor no que se refere a escolha dos conteúdos, dos métodos de ensino, dos sistemas de avaliação, entre outros itens. Rios ressalta ainda que os valores que subjazem à prática docente devem ser vistos pelo professor a partir de sua implicação política e não como uma essência natural e espontânea, o que enfatizaria demasiadamente a dimensão afetiva do trabalho educativo. Faz-se necessário, portanto, resgatar o que a autora denomina como o “sentido autêntico da ética, como um meio de se evitar o enfoque moralista que ela considera característico a algumas ideologias que permeiam a educação”.
Aquino (1998) ressalta duas outras grandes dimensões, além destas propostas por Rios: a especialidade e a didático-metodológica. A dimensão ética, para Aquino, tem o papel de oferecer sentido, contextualização e concretude às duas outras dimensões. É a ética que o autor atribui a regulação das práticas institucionais, entre elas à educação escolar.
Portanto, os valores humanos que se encontram no topo da hierarquia, relacionados à vida, à liberdade e ao respeito mútuo e próximo em nossa cultura, precisam prevalecer, não como algo que devemos obediência cega, mas conhecidos em sua dimensão histórico e geográfico para que possamos ter uma sociedade mais justa. Este é o principal objetivo da ética profissional dos educadores em nosso país.

Christianne nery



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