sábado, 1 de outubro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DO PEDAGOGO EM CONTEXTOS NÃO ESCOLARES



RESUMO


O Pedagogo está praticamente dimensionado a interagir sempre em contextos escolares assumindo a classe regular de ensino como professor das primeiras séries iniciais, a coordenação pedagógica, a supervisão educacional, a orientação, a direção. Ao focarmos o pedagogo em empresas, na área social e hospitalar este profissional assume um determinado perfil atuando em contexto não escolar desmistificando um fato historicamente relacionado a formação dos professores/pedagogos no Brasil que esteve vinculada a preparação desses profissionais para atuarem dentro da escola com o processo de ensino e aprendizagem. Desde a escola tradicional jesuítica até nossos dias, uma dubiedade para esta formação se resume entre dois enfoques: o da técnica/ instrumental e o da operacionalização metodológica a partir dos estudos das ciências da educação. Em uma formação como aplicação prática, e em uma formação como aplicação da ciência da educação. O Pedagogo nestes espaços diferenciados pode fazer grande diferença principalmente levando as instituições a obterem resultados positivos.

Palavras-chave: Pedagogo, Contexto não Escolar, Desmistificação.

ABSTRACT

The Educator is practically dimensioned to interact school contexts always summing the regular class education as a teacher of the first initial series, the coordinating education, educational supervision, the guidance, direction. By focusing on the educator companies in this area and hospital social work assumes a particular profile is not acting in context school demystifying a historical fact related to training of teachers / educators in Brazil has been linked to the preparation of these professionals to work within the school with teaching and learning. Since the school traditional Jesuit until today, for a dubious this training comes down between two approaches: the technical / instrumental and the operationalization of methodological studies from the sciences education. In training as practical application of science education. The Distinguished educator in these areas can make a big difference especially taking institutions to positive results.

Keywords: Educator, School Context not, Demystification.


INTRODUÇÃO

Sabe-se que a Pedagogia está passando por mudanças em seus currículos universitários atendendo uma sociedade cada vez mais exigente sendo notória a busca pelo Pedagogo para que o mesmo colabore em algumas instituições. Mas será que a atuação deste profissional realizando atividades em instituições não escolares é importante? O mesmo que tem a sua capacidade de ter seus olhos voltados para o todo, dentro de algumas instituições pode fazer a “diferença”? Que ambientes não escolares são estes?
Trabalho há um ano e três meses no Hospital Infantil Varela Santiago, uma instituição filantrópica, mas de referência mundial em Oncologia Infantil e outras especialidades. Comecei minhas pesquisas sobre CLASSES HOSPITALARES desde este período e tenho observado que a Educação passa por grandes transformações ocasionadas pelas transformações no âmbito econômico, político e principalmente tecnológico e dentre estas merece destaque a importância do pedagogo em espaços não escolares transformando positivamente o desempenho das empresas.
Por outro lado, sabe-se que a inclusão social esta presente em todos os âmbitos o que nos remete a pensar nas políticas educacionais no Brasil, na responsabilidade de um comprometimento com a qualidade social voltada para a cidadania e cabe aos pedagogos compreenderem esta capacidade profissional e adquirir competências nestes novos contextos para que se tornem cada vez mais valorizados.
Necessário ainda, que este profissional seja capaz de integrar a dimensão teórica com a prática do fazer institucional estabelecendo conexões, garantindo a articulação entre as abordagens da gestão do trabalho e da educação profissional.
O Pedagogo está praticamente dimensionado a interagir sempre em espaços escolares assumindo a classe regular de ensino como professor das primeiras séries iniciais, a coordenação pedagógica, a supervisão educacional, a orientação, a direção.
Ao focarmos o pedagogo em empresas, na área social e hospitalar este profissional assume um determinado perfil e isto historicamente deve-se ao fato de que a formação de professores/pedagogos no Brasil, esteve vinculada a preparação de profissionais para atuarem dentro da escola com o processo de ensino e aprendizagem.
Desde a escola tradicional jesuítica até nossos dias, uma dubiedade para esta formação se resume entre dois enfoques: o da técnica/ instrumental e o da operacionalização metodológica a partir dos estudos das ciências da educação. Em uma formação como aplicação prática, e em uma formação como aplicação da ciência da educação.
Além disso, pesa-lhe, segundo Orzechowski a herança do passado em que estudos pedagógicos referem-se, quase sempre, à preparação de professores, o que explica, ainda hoje, em algumas faculdades de educação, a identificação do termo pedagogia com formação de professores para as séries iniciais do ensino fundamental, com o que pedagogia tende a reduzir-se à prática de ensino (LIBÂNEO, 1999, p.120). Para além desta questão outro aspecto vem sendo incorporado à discussão sobre o processo de formação do Pedagogo - o processo educativo em espaços não-escolares.
Ainda segundo a autora, nesta tendência estariam contempladas formações que hoje já se fazem construídas pelo exercício prático do profissional da Pedagogia em ONGs, Penitenciárias, Hospitais e Empresas.
A partir de 2005, as Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia, traz em seu texto o objetivo central para a formação destes profissionais: docência na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas disciplinas pedagógicas que formam professores; bem como, uma formação para participar do planejamento, gestão e avaliação nas escolas; e, ainda planejar, executar, coordenar, acompanhar e avaliar projetos e experiências educativas não-escolares.
Objetivamente o trabalho tenta demonstrar que o Pedagogo assim formado deverá ser capaz de trabalhar em espaços escolares e não-escolares, na promoção da aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo educativo. E, que o currículo das Universidades deverá contemplar a experiência do exercício profissional em ambientes escolares e não-escolares.
No caso da atual Resolução do Conselho Nacional de Educação constata-se que a Pedagogia não foi considerada enquanto campo científico, o que, por certo, dificultará a inserção dos processos e práticas de formação, na realidade do mundo contemporâneo.
O importante é que este perfil formado a partir destas diretrizes valorize cada vez mais este profissional dentro das instituições não escolares construindo uma nova consciência onde a sensação, o sentimento, a integração e a razão cultural valorizem o Pedagogo mesmo estando em ambientes não escolares (teoria e prática).
Segundo ORZECHOWSKI, a Pedagogia como ciência tem por objeto a educação, que não está fechada na escola, mas está para além dela. “O aspecto educativo diz respeito à atividade de educar propriamente dita, à relação educativa entre agentes, envolvendo objetivos e meios de educação e instrução, em várias modalidades e instâncias.” (LIBÂNEO, 1999).
E, se nesta relação educativa, acredita-se que a intervenção pedagógica vem sempre enriquecida pelas contradições existentes na realidade sócio-política, na qual estamos todos inseridos, professores e alunos, educadores e educandos, se crê também que esta relação pedagógica entre sujeitos vem repleta de tensões e conflitos que merecem aprofundamentos teóricos metodológicos.
Esses aprofundamentos é que desvelarão o ato emancipatório libertando os sujeitos através do trabalho que se executa: o trabalho pedagógico, o ato, o processo ensino-aprendizagem a que somos todos submetidos, em qualquer espaço, inclusive os não-escolares. Portanto pensar na formação do Pedagogo a partir destas considerações é refletir sobre uma práxis educativa necessária.
O espaço não-escolar se identifica em outras instituições que diferem em muito da escola. A Pedagogia empresarial vai sendo implementada a partir dos objetivos empresarias, neoliberais. A Pedagogia hospitalar por vezes atravessa as funções desempenhadas pelo assistente social. A Pedagogia social, atuante em ONGs e outros espaços da sociedade civil - penitenciárias e educandários, é rotulada como educação compensatória. Portanto trabalhar como pedagogo em outros espaços, para além da escola requer esclarecimento de sua função como educador e gestor do processo de ensino e de aprendizagem.
Novos paradigmas consideram não só a ampliação dos espaços de atuação do profissional da área, como também a sua contribuição no processo de inclusão social. Seguindo este raciocínio, trabalhar com a análise da Pedagogia em outros espaços, é colocar no cenário da Pedagogia contemporânea a proposta de intervenção de Pedagogos nas várias esferas da educação para o enfrentamento dos desafios evidenciados pelas novas realidades do mundo atual. Neste mundo, escamoteiam-se os processos de transformação e de análise crítica sobre o sistema social produzido pela cultura, pela economia e pela política.
Assim sendo, verificam-se programas educativos que aliciam e cooptam os sujeitos, promovendo a adaptação destes na sociedade, visando o aumento da produtividade, o lucro e a alienação também pelo processo educativo.
A Pedagogia é uma ciência da prática social da educação. Para Suchodolski (1977) a Pedagogia é a ciência sobre a atividade transformadora da realidade educativa. Esta atividade educativa que acontece em todos os espaços sociais, só é efetivamente educativa quando emancipa o cidadão. A emancipação, por sua vez só acontece quando existe o enfrentamento das contradições.
A partir da consciência de sua existência enquanto cidadão num mundo repleto de relações contraditórias, as quais devem ser enfrentadas e transformadas é que se estabelecem os processos de emancipação. A educação não se reduz à relação educando - educador no interior de um processo pedagógico intra-escolar. Ela se insere no processo social, como parte de um todo mais amplo, onde encontramos a sociedade, seus dinamismos e conflitos. Neste contexto importa assumir uma intervenção com o mínimo de intencionalidade.
Mesmo sendo uma educação não-formal e que pode alterar-se conforme a realidade e o momento histórico existem e exigiu-se uma intencionalidade, um eixo norteador que é o processo de emancipação social dos sujeitos envolvidos e articulados através do conhecimento socializado. É a Pedagogia um campo onde se efetiva a educação intencional. E, a educação intencional acontece quando educar passa a ser objeto explícito da atenção, desenvolvendo-se uma ação educativa intencional, então se tem a educação sistematizada.
O que determina a passagem da primeira para a segunda forma, segundo ainda ORZECHOWSKI é o fato da educação aparecer ao homem como problemática; ou seja: quando educar se apresenta ao homem como algo que ele precisa fazer e não sabe como faze-lo. É isto o que faz com que a educação ocupe o primeiro plano na sua consciência, que ele se ocupe com ela e reflita sobre ela. Quanto a nós, se pretendemos ser educadores (especialistas em educação) é porque não nos contentamos com a educação assistemática. Nós queremos educar de modo intencional e por isso nos preocupamos com a educação. (SAVIANI, 2002, p.48). As relações ensino-aprendizagem, professor-aluno, teoria-prática; são construídas dia-a-dia, dentro e fora da escola. Neste contexto a criatividade, a criticidade, bem como, o estudo intenso dos educadores torna-se elementos essenciais, à medida que, se deseja a construção da cidadania em todos os espaços educativos.
Assim, para esta autora, a educação encontra conflitos e diversidades, diante dos quais, a prática pedagógica será revelada pelas possibilidades de superação dos obstáculos, na expansão de sua atuação, sempre em função de uma intencionalidade. Neste contexto o papel da Pedagogia e do Pedagogo em outros espaços traz consigo o caráter da intencionalidade daquilo que se deseja em quaisquer espaços educativos.
Porém esta intencionalidade não pode ser definida, determinada e identificada pelo espaço onde atue o Pedagogo. A intencionalidade educativa requer uma opção teórico-metodológica que a ancore, que a fundamente, que a esclareça sem escamotear objetivos, fins e meios ideológicos.
Portanto, negar a importância do trabalho pedagógico interpretando outros espaços é desprezar o processo educativo que acontece fora do ambiente formal. De outro modo, interpretá-lo e intervir nele é função pedagógica que requer intensa dedicação.
Como metodologia optou-se pelo método dedutivo, utilizando-se da pesquisa bibliográfico-documental, baseado em livros, pesquisas e projetos sobre o Pedagogo em ambiente não escolar.
A pesquisa se caracterizou, quanto aos fins, como descritiva demonstrando a importância do Pedagogo em contextos não escolares e sua relevância dentro de algumas empresas, instituições sociais e hospitais.
Assim a metodologia estará voltada para a aprendizagem, com o desenvolvimento de teorias e práticas com apoio de material didático com referências bibliográficas complementares, seguido de discussão sobre o tema apresentado, finalizando com atividade de fixação e outros meios de aprendizagem que possibilitem percepção mais ampla e eficiente do pedagogo como necessário dentro de empresas também.
O estudo foi baseado em três segmentos: o primeiro ligado ao setor do contexto hospitalar. O segundo em empresas e o terceiro ligado ao setor das instituições sociais.
No capítulo 1 definiremos o Tema e demonstraremos os conceitos de Pedagogo e Pedagogia além dos espaços ou contextos escolares que este Profissional pode atual como Pedagogia Empresarial, Pedagogia Social e Pedagogia Hospitalar.
No capítulo 2 abordaremos um Breve Histórico sobre a História da Educação demonstrando como o Pedagogo atuava apenas em espaços escolares, suas primeiras tentativas para atuar em outros espaços e a desmistificação deste Pedagogo como ser atuante em diversos contextos escolares.
O capítulo 3 mostrará que o Profissional precisa estar preparado para atuar nestes espaços e as Faculdades e Universidades precisam rever os seus currículos.
O capítulo 4 demonstrará a importância do Saber Pedagógico na Atuação do Pedagogo em Ambiente não Escolar, a metodologia de ensino necessária, os tipos de avaliações a serem aplicadas e os resultados a serem esperados e acima de tudo que este “fazer” seja baseado em pesquisas e muitos estudos relacionados.
No capítulo 5 e último se abordará às Políticas Públicas e a necessidade de leis que regem a pedagogia em espaços não escolares serem de fato reconhecidas, assim como a reformulação do sistema acadêmico objetivando o aluno como um ser holístico e completo merecedor da atenção e de um ensino de qualidade em qualquer espaço escolar.
Concluir-se-á que o Pedagogo em contexto não escolar tem a finalidade maior de transmitir o conhecimento de forma participativa fazendo um grande diferencial nas instituições com práticas de humanização na busca por qualidade de ensino e vida aos seus alunos e/ou colaboradores.



Capítulo 1- Definindo o tema




“A escola, portanto, erra na educação das crianças quando elas são obrigadas a estudar a contragosto. [...] é imprescindível despertar nas
crianças o amor pelo saber e pelo aprender [...]. Nas crianças, o amor pelo
estudo deve ser suscitado e avivado pelos pais, pelos professores, pela escola,
pelas próprias coisas, pelo método, pelas autoridades”. (Comenius)




Conceito sobre Pedagogia X Pedagogo



Comenius, em seus estudos demonstra nitidamente a sua preocupação entre o saber ensinar, como ensinar e para quem ensinar. São os três pilares da educação nos tempos atuais, mas estas teorias só foram possíveis de serem observadas devido aos primeiros estudos propostos por este grande teórico. Ele foi um pesquisador além de seu tempo, vivenciando um período de transição entre a idade média e a moderna. Conseguiu com precisão traduzir para o cenário educacional as mudanças políticas, econômicas e sociais da sua época e observou que a escola deve despertar nas pessoas o prazer pelo estudo, pelo conhecimento, pela vida levando-se a felicidade.
Partiu ainda do pressuposto que Pedagogia e Teologia não poderiam se separar uma da outra, visto que a educação deve conduzir a piedade e, por extensão, ao verdadeiro conhecimento de Deus. Para ele a educação é a salvação comum do gênero humano instruída pelo educador. Nota-se que a Pedagogia viria a ser uma disciplina voltada para a humanização, com princípios a serem seguidos e tendo Deus como o detentor de todo o conhecimento.
Costa fundamenta em seus estudos que a definição do conceito de pedagogia passa pelo entendimento de dois outros componentes do ato educativo o primeiro trata-se da transmissão de informações para que sejam armazenadas e transformadas em conhecimento. O segundo é a didática que é a adequação entre os meios e os fins escolhidos para o ato educativo. Trata-se da razão instrumental que norteia esse processo, e tem uma importância enorme para a eficiência da transmissão de conhecimento. Com base nisso, a didática está intrinsecamente ligada à pedagogia, já que depende substancialmente das normas e métodos para aplicar esse saber especial.
Para Teixeira Pedagogia é o conjunto sistemático de conhecimentos sobre o fenômeno educativo. O objetivo do estudo da Pedagogia é “o fenômeno educativo” que por ela é investigado em suas múltiplas facetas e dimensões, em suas manifestações no tempo e no espaço e em suas relações com os demais fenômenos.
Atualmente é importante destacar que o conceito ampliado de pedagogia, como campo do conhecimento sobre e na educação, embora concebido a partir da educação escolar, apresenta-se com possibilidade de facilitar não apenas a interpretação e intervenção dos processos educativos que ocorrem na escola, mas também daqueles que ocorrem em espaços não-escolares salienta Pinto.
Em wikipédia pedagogo é o profissional que aplica a Pedagogia, no campo das ciências humanas. A área de estudo do pedagogo são as ciências da Educação. Sua habilitação para o trabalho se dá através de curso superior em Pedagogia. Os pedagogos podem ser generalistas ou especializados em alguma área. Ele precisa ser capaz de atuar em diversas áreas educativas e compreender a educação como um fenômeno cultural, social e psíquico complexo e capaz de produzir e difundir conhecimentos no campo educacional.
Para Ramal, nas escolas e universidades, o pedagogo (neste caso identificado também com o professor) começa a assumir um novo perfil. A tecnologia não permite que se sustentem mais o mestre-transmissor de conteúdos - isso pode ser feito, a partir de agora, por softwares interativos mais completos, abrangentes e dinâmicos.
Cabe ao novo professor atuar de forma mais consciente, como uma espécie de arquiteto cognitivo, projetando os caminhos que os estudantes deverão percorrer na grande rede Curricular. Segundo ainda esta autora, o Pedagogo precisa ser um dinamizador de grupos, responsável não mais por formar alunos isoladamente, mas por constituir comunidades de aprendizagem capazes de desenvolver projetos em conjunto, se comunicar e aprender colaborativamente. Também fora dos âmbitos estritamente acadêmicos, o pedagogo assume novas funções.
Ainda observa que num momento em que tantas dúvidas ainda pairam sobre questões que derivam dessa sociedade em que o conhecimento não cessa de ser gerado e modificado, o pedagogo tem ainda uma importante missão ao impregnar todo o seu trabalho de valores humanistas. Embora esta não seja uma prerrogativa do pedagogo, será decisiva a sua ação no plano de uma educação para a ética, colaborando na formação de pessoas comprometidas com a promoção da dignidade humana e o bem-estar social e comunitário.
Assim podemos observar que:
• Pedagogia (paidagogia) É a arte de instruir, ensinar e educar; implica metodologias, isto é, necessário dominar e ter conhecimento do método para ter habilidade para concretizá-lo.
• Pedagogo (paidagogós) Exerce a pedagogia ocupando-se dos métodos de educação e ensino numa perspectiva de aperfeiçoar através de críticas positivas.


Conceito sobre Pedagogia não escolar


O Pedagogo desde os tempos remotos tem se caracterizado como aquele responsável pela docência e especialidades na educação. É comum ver este profissional na Direção, Coordenação e Supervisão, e principalmente na sala de aula atuando como professor das primeiras séries do ensino fundamental. Um mero e grave erro uma vez que este profissional deve atuar diretamente no “Ensino Superior” despertando nos futuros profissionais o Ensinar, como Ensinar e para quem Ensinar e acima de tudo a interação entre professor X aluno. Dificilmente, encontram-se o profissional da educação desvinculado da escola propriamente dita e inserido em outras atividades, como empresas, ONGs, Hospitais mesmo que este trabalho refira-se à educação.
Atualmente nas universidades, o curso de Pedagogia tenta se reestruturar com propostas divergentes das diretrizes curriculares, considerando as mudanças ocorridas no processo produtivo, faz-se importante contemplar a possibilidade de atuação desses profissionais em outros setores.
Essas transformações necessárias nos levam a um novo paradigma de organização da educação e da sociedade: uma economia do saber e do conhecimento, na qual o recurso controlador não é mais o capital, a terra ou a mão-de-obra, mas, sim, a capacidade e experiências dos indivíduos. Formar Pedagogos para atuarem no âmbito não escolar, visando os processos de planejamento, capacitação, treinamento, atualização e desenvolvimento do corpo funcional de empresas e outras instituições seria o foco da Pedagogia não escolar.
As transformações Globais sejam elas sociais, econômicas, políticas e religiosas além das culturais, trazem para o cenário da educação um profissional não mais mecanizado, mero executor de tarefas, mas um profissional capaz de ver o todo dentro das diversas instituições.
Neste contexto a Pedagogia não escolar deverá formar profissionais que façam a diferença dentro das empresas como ser capaz de solucionar problemas, tomar decisões, trabalhar em equipe, ter criatividade, ser flexível, e deverão estar sempre atento as transformações sociais e acompanhar a modernidade tecnológica.
A pedagogia não escolar se divide em: Social, Empresarial e Hospitalar.

A Pedagogia Social

Um dos conceitos mais significativos de todos os teóricos pesquisados foi o elaborado por MORAES “A Pedagogia Social também visa provocar o autoconhecimento na relação com o outro, reconhecendo principalmente que a Educação se dá pela participação social, e pode ser alcançada nas práticas coletivas de organização da comunidade” e cita a sua atuação na Educação de Adultos, Educação de jovens em situação de risco, na recuperação e a reinserção social dos sujeitos tóxico-dependentes, na orientação escolar dos alunos atingidos por fortes condicionamentos sociais (pobreza, exclusão social, desagregação familiar).
Todas estas esferas da Pedagogia Social trabalham no propósito de desenvolver um bem estar social e superação de condições de sofrimento e marginalidade, realizando o exercício da cidadania e de promoção social.
A Pedagogia Social também visa provocar o autoconhecimento na relação com o outro, reconhecendo principalmente que a Educação se dá pela participação social, e pode ser alcançada nas práticas coletivas de organização da comunidade.
Seu maior percussor da Educação Social e destaque no Brasil e na América Latina foi Paulo Freire, aliando as suas práticas à postura de educador social que pregava e agia a favor da emancipação do educando buscando suas bases na realidade do mesmo.
Ainda MORAES explicita que o conceito de Pedagogia Social é marcado por volta de 1900 na Alemanha. Em meados desta mesma década outras teorias foram surgindo sobre Pedagogia Social objetivando criar estratégias para educar os “filhos da guerra”. Este movimento “de pensar ações estratégicas e educativas para além dos espaços formais da educação (escola)” é expandido em outros países europeus e considerando sempre que existe muito antes da escola formal ser sistematizada.

A Pedagogia Empresarial

CASSIMIRO, em seu artigo retrata o Pedagogo como instrumento de educação na empresa que tem capacidade e conhecimentos necessários para identificar, selecionar e desenvolver pessoas para o âmbito empresarial.
Para GRECO o Sistema Global vigente traça uma educação voltada para a realidade social, econômica e de grandes pesquisas na área humanística prevalecendo o conhecimento, as posturas éticas e culturais além da necessidade de formar parcerias com as Empresas detentoras do mercado de trabalho. Novas áreas do conhecimento surgem para suprir estas necessidades e uma delas é a Pedagogia Empresarial cujo principal objetivo é oferecer um profissional altamente consciente das principais necessidades de determinadas empresas. A tarefa do Pedagogo Empresarial é, entre outras, a de ser o mediador e o articulador de ações educacionais na administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de gestão do conhecimento.
Segundo ainda GRECO, a aprendizagem e o treinamento nas empresas são os diferenciais de competitividade, qualidade e lucratividade. Por esse motivo o investimento no conhecimento contínuo e coletivo do capital intelectual das empresas tende ao crescimento progressivo. A pedagogia Empresarial capacita seus profissionais a exercerem nas empresas, atitudes de excelência fazendo uma grande diferença nos setores.
A tarefa do Pedagogo Empresarial é, entre outras, a de ser o mediador e o articulador de ações educacionais na administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de gestão do conhecimento. A aprendizagem e o treinamento nas empresas são os diferenciais de competitividade, qualidade e lucratividade. Por esse motivo o investimento no conhecimento contínuo e coletivo do capital intelectual das empresas tende ao crescimento progressivo.
O pedagogo se tornar uma pessoa critica e visionária capaz de se adaptar a mudanças, mais flexível, e que contribua efetivamente para o processo empresarial, com objetivo primordial de se apresentar de forma prática e teórica a função da área de treinamento e desenvolvimento de pessoal, bem como sua utilização para alcançar objetivos organizacionais. A gestão de pessoas torna-se o foco maior dentro das empresas, pois o seu maior patrimônio é o ser humano. O pedagogo com uma visão do todo e missão humanística torna-se de primordial importância. Nesses últimos tempos os lideres estão mais prudentes e dando mais valor aos seus colaboradores e a empresa.
O que se pode observar claramente é que o pedagogo empresarial cumpre um importante papel dentro das empresas e organizações articulando as necessidades junto ao conhecimento. Cabe a este profissional provocar mudanças comportamentais nas pessoas envolvidas, favorecendo os dois lados: o funcionário que quando motivado e por dentro dos conhecimentos necessários, sente-se melhor e produz mais e a empresa que quando se matem com pessoas qualificadas obtém melhores resultados e maiores lucratividades.
Assim o pedagogo empresarial necessita de uma formação filosófica, humanística e técnicas solidas. Sabendo que seu foco deve estar direcionado para as partes descritas, empregadores e empregados; ele ainda interage com todos os níveis hierárquicos, promovendo ações de reciprocidade, de trocas mutuas, através de suas ações.


A Pedagogia Hospitalar

Tem seu início em 1935, quando Henri Sellier inaugura a primeira escola para crianças inadaptadas, nos arredores de Paris. Como marco decisório das escolas em hospital a Segunda Guerra Mundial.
No Brasil, a legislação reconheceu através do estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizado, através da Resolução nº. 41 de outubro e 1995, no item 9, o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua “Permanência hospitalar”.
Na área sócio-política, e o de defender o direito de toda criança e adolescente a cidadania, e o respeito às pessoas com necessidades educacionais especiais e no direito de cada um ter oportunidades iguais. Como prática deste trabalho Humanista, ter os olhos voltados para o ser global, e não somente para o corpo e as necessidades físicas, emocionais, afetivas e sociais do individuo.
Como um de seus objetivos a Classe Hospitalar possibilita a compensação de faltas e devolver um pouco de normalidade à maneira de viver da criança.
Em 2002 o Ministério da Educação, por meio de sua Secretaria de Educação Especial, elaborou um documento de estratégias e orientações para o atendimento nas classes hospitalares, assegurando o acesso à educação básica. A proposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (MEC, 1996) é a de que toda criança disponha de todas as oportunidades possíveis para que os processos de desenvolvimento e aprendizagem não sejam suspensos.
Seus procedimentos também merecem destaque: Comunicação com a escola do aluno e obtenção do seu material didático. Apoio pedagógico na unidade hospitalar. Reforço se necessário das disciplinas. Elaboração de uma pasta onde será colocado todo o seu material pedagógico. Relatório descritivo das atividades realizadas bem como do seu desempenho.
Assim como vimos, dos três campos de atuação a Pedagogia faz-se presente e o pedagogo passa a atuar como educador em empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e TV), formando um novo panorama de ação deste profissional, que ao sair dos muros escolares preconiza uma nova atuação em ambientes não escolares invalidando preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto para exercer suas funções apenas na sala de aula.
O processo de ensino-aprendizagem é vivenciado não somente dentro da escola, mas é uma ação que acontece em todo e qualquer setor que se caracteriza como a sociedade do conhecimento, porque a educação formal e a não formal caminham paralelamente e torna a educação o principal instrumento contra a desigualdade social.
O desafio desse novo profissional, ainda será motivo de grandes questionamentos. Trabalhar em ambientes não escolares não significa não ter o foco voltado à educação. Ao contrário, em todas as esferas, sejam elas humanísticas Biomédicas ou Tecnológicas o foco sempre será o “Conhecimento” a nossa arma mais poderosa como citam grandes pensadores. Ninguém tira o nosso conhecimento. Podem tudo nos roubar menos esta preciosa e singela arma.
Diferentemente do que podem pensar alguns, o Pedagogo não escolar não se resume a conduzir dinâmicas de grupo e preparar material de treinamento para o qual as pessoas não estão engajadas ou enxergando uma necessidade imediata, mas necessariamente a produção e transmissão de conhecimento.
Dentro deste novo cenário é necessário entendermos que a Pedagogia não escolar requer muitos estudos porque formará profissionais que farão diferença em outros setores e não apenas em escolas. A atuação deste Pedagogo deve ocorrer de forma sistemática, cooperando sempre com os outros profissionais.
Assim será possível elaborar e consolidar planos, projetos e ações que visem colaborar para a melhoria da atuação dos funcionários, bem como melhorar o desempenho da empresa, da organização e de hospitais em que o pedagogo poderá sempre está inserido.
A Pedagogia conta com o pedagogo não escolar objetivando neste contexto solucionar problemas, formular hipóteses, e elaborar projetos, demonstrando que a sua atuação visa à melhoria dos processos institucionais como garantia da qualidade do atendimento aos seus clientes e aos funcionários, contribuindo para a formação continuada dos empregados, orientando na gestão além de atuar com foco humanístico e holístico em que o cliente/ aluno/ paciente são o centro do processo.

Capítulo 2- Um Breve Histórico sobre a História da Educação



“Nosso sistema de educação dá a faca e o queijo,
mas não desperta a fome nas crianças".
(Rubem Alves)



Evolução histórica


Há alguns séculos atrás, especificamente no período imperial, houve uma expansão das escolas normais de ensino, aquelas exclusivas para preparar os professores a atuarem nas classes regulares exigindo um contexto de “qualidade”, fazendo-se necessário uma formação contínua.
Segundo alguns estudos, Carlos Leôncio de Carvalho em 1878 instituiu o ensino primário e segundário livre em toda a corte e o superior apenas na Corte, antes privado Devido à instabilidade no fluxo de escolas normais abertas e fechadas durante esse período, sujeitas aos interesses de seus donos ou administradores em mantê-las, houve uma baixa na qualidade de ensino, pois se visava exclusivamente a obtenção de lucros e não a qualidade de “conhecimento e atendimento”. Tentando amenizar esse problema, Leôncio de Carvalho sugeriu em 1878 que o exercício do magistério fosse facultativo a todos que se julgassem habilitados para tal, sem exigir uma formação mínima.
No entanto, em 1880 é criada, no Município da Corte (Rio de Janeiro), a primeira escola normal destinada tanto a professoras quanto a professores, sob a direção de Benjamim Constant e cujo funcionamento incluía o horário noturno. Por quase meio século a escola normal foi o lócus formal e obrigatório para a formação de professores que atuariam nas escolas fundamentais, complementares e na própria escola normal.
Somente no século XX é que se instalam nas escolas normais os cursos pós-normais - tidos como gérmen dos cursos superiores de pedagogia - impulsionados pela expansão das Escolas Normais ocorridas em todo Brasil por causa da República. Embora as escolas oficiais fossem consideradas como escolas-modelos, a primeira iniciativa de transferir a formação pedagógica para o nível superior foi de caráter privado.
Em 1901 a Ordem dos Beneditinos de São Paulo criou a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras que tinha como anexo um Instituto de Educação.
Em 1908 é criada a Universidade Católica - a sua Faculdade de Filosofia Ciências e Letras funcionou por seis anos tendo suas aulas ministradas por professores estrangeiros, até que, por ocasião da guerra, ela é fechada, devido ao esvaziamento de seu quadro de professores.
A Escola Normal do Distrito Federal (RJ), criada em 1890 para formar professores primários, viria a se transformar nos anos 30, do século XX, com outra organização, em Centro de Referência Nacional de Estudos Pedagógicos, tendo como objetivo o aperfeiçoamento no magistério. Essa teria sido a primeira iniciativa do governo de transferir para as instâncias superiores a formação pedagógica.
A primeira iniciativa de uma instituição pública para o estudo superior em educação, que realmente se efetivou, foi em São Paulo. Após várias reformulações, a Escola Normal da capital foi transformada em Instituto Pedagógico de São Paulo no qual era oferecido o curso de aperfeiçoamento e preparo de técnicos, inspetores, delegados de ensino, diretores e de professores para as escolas normais, contudo esse instituto mantinha um caráter híbrido de normal e pós-normal.
Esse caráter híbrido permaneceu mesmo quando o instituto foi anexado à USP em 1933. Somente em 1938 quando ele é reduzido e transformado em uma seção da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras é que essa situação muda.
A pedagogia só passa a ser um curso superior quando, em 1931, é criada, pelos decretos n.º 19851 e 19852, a Faculdade de Educação Ciências e Letras da Universidade do Rio de Janeiro, que foi reformulada em 1939 e denominada Faculdade de Filosofia Ciências e Letras (FFCL), passando a ter uma seção específica para a pedagogia. O curso já foi instituído com a marca que o acompanharia em todo o seu desenvolvimento: a dificuldade em se definir a função do curso e, conseqüentemente, o destino de seus egressos.
Comprometendo todo o desenvolvimento do curso no Brasil, tanto em relação ao campo de trabalho do pedagogo, quanto à organização curricular do curso, questiona-se sempre se o curso de pedagogia teria um conteúdo próprio e exclusivo que pudesse justificar sua existência.
A revolução pós-industrial e a globalização trouxeram grandes benefícios à humanidade, mas com eles vieram também grandes problemas sociais. As inovações tecnológicas e as novas formas de organização trouxeram mudanças radicais no mundo do trabalho, na estrutura da produção de bens e serviços e nos mecanismos de mercado: uma progressiva desregulamentação da atividade econômica. É necessário um aumento dos níveis de produtividade, qualidade e competitividade para a sobrevivência, a expansão das empresas e o ingresso competitivo do Brasil na economia internacional.
Todas essas transformações estão nos levando a um novo modelo, a um novo paradigma de organização da economia e da sociedade: uma economia do saber. Estamos diante da famosa e complicada sociedade do conhecimento, na qual o recurso controlador não é mais o capital, a terra ou a mão-de-obra, mas, sim, a capacidade e experiência dos indivíduos.
Isso significa que, se quisermos uma nação competitiva, teremos que mudar nosso modo de entender e de agir em relação à educação. É preciso modificar profundamente a nossa postura em relação à educação

O princípio da manifestação do pedagogo como profissional atuante em contexto não escolar

Convivemos até bem pouco tempo com a visão de uma pedagogia inserida no ambiente escolar, na sala de aula, do profissional da educação envolvido com os problemas da educação formal, uma idéia falsa de que o pedagogo é o profissional capacitado e devidamente treinado para atuar somente em espaços escolares, é o responsável pela formação intelectual das crianças, sempre se envolvendo no cotidiano escolar, com os problemas relacionados à educação formal, propriamente dita. A vida escolar, a educação formal, não deixa de ser um foco importante para o Pedagogo, mas deixa de ser o único.
O novo cenário da educação se abre no século XXI com novas perspectivas para o profissional que se insere no mercado de trabalho, sob diversas abrangências, como nos mostra a própria sociedade, que vive um momento particular discussões sobre globalização, neoliberalismo, terceiro setor, educação on-line, enfim, uma nova estrutura se firma na sociedade, a qual exige profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo.
Segundo Maria Edna Sabina de Oliveira a educação em espaços não escolares vem confirmar esta discussão que vivenciamos, o pedagogo sai então do espaço escolar, que até pouco tempo, era seu espaço (restrito) de trabalho, para se inserir neste novo espaço de atuação com uma visão redefinida da atuação deste profissional. Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), e outros formam hoje o novo cenário de atuação deste profissional, que transpõe os muros da escola, para prestar seu serviço nestes locais que são espaços até então restritos a outros profissionais.
E esta atual realidade vem com certeza, quebrando preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto para exercer suas funções na sala de aula. Onde houver uma prática educativa, existe aí uma ação pedagógica. Diante da atual realidade em que se encontra a sociedade, a educação tem se transformado na mola mestra, para enfrentar os desafios que se articulam dentro dela e em todos os seus segmentos, desafios gerados pela globalização e pelo avanço tecnológico na atual era, a tão inovadora e desafiadora era da informação. A educação é também a mola mestra para transformar a situação de miséria, tanto intelectual quanto econômica, política e social do povo, promovendo acesso à sociedade daqueles que são vistos como os excluídos.
Possibilitando assim a transformação da sociedade numa sociedade mais justa e igualitária. Os efeitos da crise econômica globalizada e a rapidez das mudanças na era da informação levaram a questão social para o primeiro plano, e com ela o processo da exclusão social, que já não se limita à categoria das camadas populares. (GOHN, 2001, p. 09). Dessa forma a educação sofre mudanças em seu conceito, pois deixa de ser restrita ao processo ensino-aprendizagem em espaços escolares formais, se transpondo aos muros da escola, para diferentes e diversos segmentos como: ONGs, família, trabalho, lazer, igreja, sindicatos, clubes etc. Abre-se aqui um novo espaço para a educação, dando uma estrutura interessante à educação não formal.
Com toda esta nova proposta e possibilidade de atuação, o profissional Pedagogo também se transforma, se adequando a esta nova realidade, se posicionando como profissional capacitado para caminhar junto a esta transformação da sociedade.
O Pedagogo deixa de ser, neste novo contexto, o mesmo Pedagogo do século XVIII, XIX e até mesmo século XX. Apresentando-se agora como agente de transformação para atuar nesta nova realidade. Hoje, o profissional pedagogo está sendo inserido em um mercado de trabalho mais amplo e diversificado possível, porque a sociedade atual exige cada vez mais profissionais capacitados e treinados para atuarem nas diversas áreas. Não sendo comum um profissional ser qualificado apenas para exercer uma determinada função, e sim para atuar nas diferentes áreas existentes no mercado de trabalho, seja ele qual for. As linhas de pensamento relacionadas ao profissional Pedagogo possibilitam uma reflexão mais aprofundada sobre a sua atuação, pois hoje, se pensa muito mais detalhadamente a dinâmica do conhecimento e as novas funções do educador como mediador deste processo.
Dessa forma, não podemos mais nos deter somente no universo da educação formal, mas buscar novas fontes de formação e de informação para adequar este profissional no mundo globalizado e competitivo.
Toda transformação relacionada à atuação do Pedagogo se dá ao fato de que, hoje vivemos o processo que reflete a transformação de valores e pensamentos de uma sociedade voltada para valores mais específicos, como a cultura de seu povo, valor diferente daquele que até pouco tempo se primava pelo valor econômico. Ou seja, a cultura hoje tem o seu papel melhor definido e mais importante para a sociedade do que situação econômica, propriamente dita.
Nesta perspectiva de mudança e viabilizando uma atuação deste profissional é que abrimos espaço para esta discussão, pautando nosso estudo na atuação do Pedagogo em espaços não escolares, suas habilidades e competências para atuação nestes espaços, o leque de possibilidades que hoje se abre deixando para trás a idéia primária de que este profissional está preparado somente para atuar em espaços escolares, e que pouco ou quase nada podendo aproveitar de suas habilidades para atuar em outros espaços.
Este profissional que atravessa séculos, executando o seu papel de preceptor, de transformador do conhecimento e do comportamento humano, chegando ao século XXI, com uma nova proposta, sua efetiva atuação em espaços também não escolares, e que, no entanto, visam à aprendizagem e a transformação do comportamento humano, tanto quanto dentro da educação formal.
Conforme Ribeiro (2003), este assunto tornou-se desafiador a partir do momento em que verificamos através de discussões realizadas em sala de aula, seminários, mesa redonda, através de leituras compartilhadas, visualizamos um horizonte se abrindo para esta área do conhecimento, discussões que estão fundamentadas em teóricos conceituados e pela própria sociedade que chega ao século XXI com novas perspectivas para a educação formal e também para a educação não formal, discussão que até bem pouco tempo era desconhecida para a maioria de nossas escolas de formação, e também dos profissionais.
Em seu trabalho, Maria Edna Sabina de Oliveira, diz ainda que como hoje o Pedagogo esteja sendo inserido num mercado de trabalho cada vez mais diversificado e amplo, o nosso estudo se justifica pela necessidade de compreender a dinâmica, que levou a sociedade a chegar onde estamos hoje, com um discurso voltado para a inclusão social, para o voluntariado, para projetos de pesquisas, para educação formal, não formal e informal, observando o processo de ensino-aprendizagem não somente como processo para dentro da escola, da sala de aula ou do cotidiano escolar, mas um processo que acontece em todo e qualquer segmento da sociedade, seja ele qual for. E também como o Pedagogo se insere neste novo contexto social, percebendo a sua relação em diferentes espaços. Verifica-se hoje, uma ação pedagógica múltipla na sociedade.
O pedagógico perpassa toda a sociedade, extrapolando o âmbito escolar formal, abrangendo esferas mais amplas da educação informal e não-formal. (LIBÂNEO, 2002, p.28). É importante ressaltar aqui como a educação formal e a não formal caminham paralelamente e, portanto, a necessidade de agregar ao ensino formal, ministrado nas escolas, conteúdos da educação não-formal, como os conhecimentos relativos às motivações, à situação social, à origem cultural, etc.
Por isto, esta nova perspectiva de atuação do Pedagogo, sua qualificação vem filtrando cada vez mais, buscando uma relação estreita entre as diferentes propostas de educação existentes na sociedade. Este assunto tornou-se relevante para este projeto, à medida que foi se descortinando as grandes possibilidades de pesquisas durante as discussões realizadas e também por apresentar um assunto que vem transformando a idéia de uma educação restrita em uma educação ampla e sem fronteiras. Este tem se tornado um assunto desafiador para tantos quanto se interam do mesmo.

Desmistificando o pedagogo como ser atuante apenas em escolas

Em primeiro momento, algumas pessoas ainda acham que a Pedagogia está estritamente relacionada à área educativa ou docente, contudo, sabe-se que esta graduação habilita o profissional a atuar também me supervisão, orientação e em projetos de recursos humanos. Hoje, este conceito amplia-se mais ainda com a noção do pedagogo empresarial, social, hospitalar. Segundo Neide Noffs, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP o pedagogo pode atuar em todas as áreas que requerem um trabalho educativo, portanto, está habilitado a militar no campo da andragogia - educação de adultos.
O curso de Pedagogia ainda não está devidamente voltado a educação empresarial, pois atêm-se muito à escola, por isso é importante cursar uma pós-graduação mais voltada para a empresa ou para os recursos humanos.
No ambiente empresarial, o pedagogo pode focar seu trabalho em duas direções: no funcionário ou no produto/serviço. Atuando com o funcionário, o pedagogo deve iniciar suas atividades conjuntamente com o departamento de RH, criando projetos educacionais que visem facilitar o aprendizado por parte dos funcionários.
No segundo caso, este profissional atuará em empresas que vendem serviço/produtos educacionais como editoras, sites, ONGs. Desta forma, o pedagogo irá adequar à linguagem comercial ao tipo de produto oferecido, para expor de maneira satisfatória.
Nas grandes organizações, o pedagogo é o responsável pela elaboração de projetos de implantação de universidades corporativas, avaliando a viabilidade de cursos e programas educacionais; contatando profissional e confeccionado material didático. Além disso, os pedagogos são os responsáveis por treinamentos de comportamento para as lideranças. Eles são os mais indicados para transmitir aos líderes, a maneira correta de como lidar com subordinados e como ensiná-los a realizar tarefas. Pode-se ainda, como em qualquer profissão, prestar consultoria ou assessoria para organizações, em função de uma experiência adquirida em outras instituições. Ë válido salientar que à medida que o profissional pretende oferecer um serviço mais elaborado, é necessário especializar-se com cursos e pós-graduações, desta forma, chega um momento em que a graduação inicial foi apenas um ponto de partida.
De acordo com as reflexões acima tudo indica que há nos setores produtivos que implementam as novas formas de organização do trabalho a possibilidade de atuação do pedagogo. Por outro lado, pudemos constatar que a maior parte dos dirigentes, sejam eles de recursos humanos ou administrativos, manifestam desconhecimento do trabalho que o pedagogo possa realizar dentro da indústria. A maior parte dos diretores e dirigentes demonstra indicar o pedagogo como docente, restringindo seu trabalho à sala de aula.
Embora esses dirigentes alegassem haver possibilidade de contratação de estagiários do curso de pedagogia, a concepção restrita do trabalho do pedagogo dificulta o acesso desse profissional à indústria, pois dificilmente a empresa contratará um profissional desconhecendo sua área de atuação, ou seja, sem saber que conhecimento técnico esse profissional possui e em que ele poderia ser útil na empresa.
No entanto, para que os programas de qualificação profissional não contemplem a separação entre planejamento e execução, como no modelo taylorista - fordista, o pedagogo deve oferecer instrumentos que capacitem os demais agentes do processo produtivo a discutir, questionar, pesquisar e propor objetivos a serem alcançados, bem como auxiliar na escolha das metodologias mais apropriadas e materiais a serem utilizados.
Assim, podemos dizer que a especificidade do trabalho do pedagogo pode contribuir significativamente com os processos produtivos e a tendência é ampliar-se à medida que se desenvolvam as transformações produtivas em curso e se passe a requerer maior potencial intelectual.



Capítulo 3 – o profissional preparado


“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”
Cora Coralina



Questões orientadoras

Não é muito fácil desmitificarmos as questões referentes à atuação do Pedagogo. As próprias universidades e faculdades existentes no país, a maioria em seus currículos, não oferecem disciplinas como Pedagogia Empresarial, Pedagogia Social e Pedagogia Hospitalar e a necessidade da prática dos profissionais dentro desses locais. Abaixo uma experiência verídica a cerca da necessidade da atuação dos Pedagogos em outras esferas educacionais.
Em 01 de junho de 2009 foi inaugurada no Hospital Infantil Varela Santiago em Natal-RN, a Primeira Classe Hospitalar do município composta apenas por uma pedagoga e uma voluntária atendendo as diversas necessidades educacionais (educação Infantil, Ensino Fundamental e médio além do EJA).
Em Dezembro do mesmo ano, em uma visita ao Hospital, uma promotora do DPU (Departamento da Procuradoria da União) se sensibilizou com a quantidade de crianças internadas e necessitando de mais qualidade no ensino além da inexistência das autoridades competentes como os governos Estaduais e Municipais.
Esta defensora resolveu junto as Secretarias Municipal e Estadual da Educação, formar parcerias com o hospital Varela Santiago para disponibilizar professores do ensino Infantil ao Médio.
Assim o quadro se estabeleceu com três professores dessas áreas. Todos atendendo no setor de Oncohematologia Infantil (COHI) em que as crianças ficam muito tempo internadas. Com esta parceria as atividades pedagógicas tiveram um salto positivo principalmente na qualidade de ensino e atendimento. Como procedimentos necessários para a eficiência dos resultados teve-se a Comunicação com a escola do aluno e obtenção do seu material didático, Apoio pedagógico na unidade hospitalar, Reforço se necessário das disciplinas, confecção de uma pasta com as atividades elaboradas pelos alunos, relatório descritivo das atividades realizadas, bem como do seu desempenho tudo em caminhado a escola regular de ensino.
Alguns alunos que haviam desistido de freqüentarem as aulas, principalmente devido ao tratamento prolongado neste setor, após o acompanhamento pedagógico com os novos professores passaram a freqüentar novamente suas unidades regulares.
A qualificação dos profissionais deste setor também merece destaque. Mesmo sendo uma instituição filantrópica, o hospital valorizou seus profissionais pedagogos para que os mesmos oferecessem garantias de direitos as crianças e humanização. No dia 23 de dezembro de 2010 foi assinado o termo de cooperação técnica agora com a secretaria Estadual da educação do RN. Foi enviado mais dois professores pedagogos atuando em outras alas do hospital.
Assim percebe-se que a atuação do pedagogo em outras áreas torna-se de primordial importância e o seu merecido reconhecimento por parte dos gestores, colaboradores e equipe em geral de segmentos não escolares. O Pedagogo é um grande diferencial dentro das empresas.













Capítulo 4 – A Importância Do Saber Pedagógico Na Atuação Do Pedagogo Em Ambiente Não Escolar

“Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.”
Paulo Freire



A Metodologia utilizada

O Pedagogo deve intervir de forma inclusiva, socioeducativa e de controle no sentido de reverter e minimizar os quadros negativos da realidade das empresas, ONGs e Hospitais.
Para a atuação das atividades deve-se adotar uma metodologia participativa, pautada na aprendizagem coletiva, nas experiências e vivências, respeitando-se as diferenças e os anseios do grupo, buscando sensibilizá-los para o desenvolvimento socioeducativo, tendo o indivíduo como o principal agente de mudança e não apenas o beneficiado, objetivando a criação de vínculos pessoais, sociais e familiares.
A valorização por este Pedagogo é o principal eixo a ser seguido, levando-se em conta que a dimensão formativa da educação, favorece a integração comunitária e empresarial.
Na compreensão da atuação deste pedagogo o mesmo deverá realizar ações diferenciadas, mas com efeitos positivos dentro das empresas ou organizações e uma delas será a sua aproximação com a equipe técnica ou multiprofissional mantendo os princípios da interdisciplinaridade e dinamismo envolvendo inúmeras temáticas pertinente a cada grupo.
Podem-se usar os seguintes dispositivos pedagógicos para a atuação deste pedagogo de forma sistemática:
• Caminhos Pedagógicos: são dispositivos transversais, pelas quais alguns princípios da ação educativa, como acolhida, pertencimento, comunicação/diálogo, aprendizagem e oportunidade, se realizam. Eles fortalecem e estimulam uma ação criativa e eficaz, disponibilizando elementos que facilitem o aprendizado, a produção coletiva e a mensuração de resultados.
• Reuniões com a equipe multidisciplinar da empresa e ou organizações: Propicia o encaminhamento e o compartilhamento de informações e decisões de maneira coletiva, participativa e democrática. Onde se trabalha acordo de convivência, mediação de conflitos (transformar situações adversas em práticas pedagógicas) e Plenária.
• Ambiência (preparar o ambiente de trabalho): A finalidade é sensibilizar os colaboradores e/ou crianças e adolescentes facilitando a compreensão das ações realizadas de maneira acolhedora e expandir as possibilidades de comunicação entre os envolvidos.
• Os projetos: deixar claro com a equipe e/ou colaboradores que serão desenvolvidos projetos ao longo de um determinado período e que a união de todos os envolvidos no processo poderá trazer um diferencial positivo à empresa e/ou organização:

A Avaliação no Processo não Escolar

Em todas as profissões, sejam elas relacionadas às áreas Educacionais ou não, deve-se passar por um processo avaliativo em relação às ações realizadas em determinados períodos para o alcance dos objetivos. Essas avaliações geralmente de desempenho traçam um determinado perfil do profissional dentro das empresas e/ou organizações. Ter a participação de outros setores neste processo facilita a valorização do Pedagogo como de grande importância na empresa. Este profissional geralmente vê o todo e não apenas uma parte e se envolve nas áreas de maneira ética e eficiente. Quando destacado dos outros setores busca a competência e realizações de metas como bandeira. Abaixo algumas etapas necessárias para o bom desempenho do pedagogo na área não escolar.
1 - A avaliação dos Resultados
1º PASSO: Análise dos dados (diagnóstico coletivo)
Esta atividade se realizará anualmente e precede as atividades regulares do planejamento.
• Primeiro Momento: É de responsabilidade dos pedagogos que deve buscar/apresentarem dados a partir da aplicação do mapa de indicadores sociais e dados locais.
• Segundo Momento: Envolvimento dos colaboradores, dos pedagogos na construção do mapeamento das reais necessidades da empresa e/ou organização. Neste momento, aplica-se o conceito de mapeamento do fixo e fluxos (exercício de “perto” e “longe”), ou seja, o que a empresa necessita neste momento ou que necessita ha longo prazo. Este movimento deve-se materializar na representação por maquete, mapa e/ou quadro, pois esta materialização permite a necessária provocação/ problematização com todos os envolvidos no processo. É a demonstração dos resultados a serem obtidos sejam eles positivos ou não e a necessidade de elaborar o planejamento, planos e/ou projetos.
2º PASSO: Sistematização (Registros)
O Registro das ações diárias é fundamental para a sistematização e avaliação dos resultados. Ele deve ser construído com a participação de todos os envolvidos. Deve ser elaborado de maneira objetiva e criativa, preservando os resultados e mensurando os objetivos intangíveis.
O Registro Fotográfico e o Diário de Bordo são formas criativas e eficazes de sistematização.
• Registro Fotográfico: Sistematização das ações do programa através de relatos do grupo envolvido e fotos das ações.
(Este registro deve ser formulado de maneira participativa e focado nos indicadores que se espera alcançar).
• Diário de Bordo: Registro das ações diárias em forma de relato das impressões e sentimentos gerados no dia ou em uma atividade específica.
É importante que todos os envolvidos participem deste relato de alguma forma. E que ao final de cada ação se tenha um registro de impressões do grupo.
3º PASSO: Avaliação (aplicação de indicadores qualitativos e quantitativos)
A Avaliação é uma etapa importante do processo de construção de conhecimento, buscando identificar aspectos de facilitadores, dificultadores e potencialidades. Ela visa investigar de forma sistemática a efetividade das ações realizadas e deve envolver os atores. É importante que os envolvidos tenham clareza de que o foco está nos objetivos e resultados esperados pelo programa e não nas pessoas.


Indicadores de Resultados


Com o propósito de ter índices que possam balizar as ações desenvolvidas e assim, validar a realização do trabalho e o alcance de metas de forma qualitativa, foram criados os indicadores de qualidade. São índices que primam por uma observação mais apurada e fidedigna quanto aos aspectos que não são palpáveis, mensuráveis quantitativamente. Estes índices se completam, mas podem ser observados e mensurados individualmente. São eles:
• INDICADORES QUALITATIVOS
a) Apropriação: Equilíbrio entre o desejado e o alcançado.
Esse indicador nos convida dar tempo ao tempo, a não fazer do estresse um instrumento de ensino forçado, a respeitar o tempo de aprendizagem e o ritmo de metabolização do conhecimento de cada um.
b) Cooperação: Equilíbrio entre teoria e prática.
Este indicador nos instiga a “operar com” o outro, nosso parceiro e sócio na mesma empreitada que é o ato educativo, incluindo a dimensão da solidariedade como base humana dos processos de ensino-aprendizagem, tomando o outro, como fundamental para a Educação ser algo plural.
c) Criatividade: Inovação, animação, recriação.
Este indicador nos provoca a criar o novo, a descobrir os caminhos obsoletos, a ousar andar na contramão do academicismo pedagógico “bolorento”, a buscar soluções criativas e inovadoras, para resolver velhos problemas.
d) Estética: Referência de beleza e gosto apurado
Este indicador fala-nos do bom gosto e da busca do lado luminoso da vida. Se “a estética é a ética do futuro”, segundo Domenico di Masi, precisamos reconstruir o conceito de estética que incorpore a luminosidade de todos os seres humanos, fontes e geradores de luz e de beleza.
e) Ética: Referente ao princípio da valorização do ser humano.
Como devo agir perante os outros?
Este indicador nos remete ao comportamento e a sua compreensão no meio do qual está inserido. Aponta ao entendimento das regras sociais e ao respeito mútuo.
f) Felicidade: Sentir-se bem com o que temos e somos.
Este indicador aponta-nos para a intransigente busca do ser feliz (e não do ter feliz), como razão principal do existir do ser humano.
g) Oportunidade: Geração de oportunidade e possibilidade de opção.
Este indicador nos apresenta o conceito contemporâneo de desenvolvimento (= geração de oportunidade) como meio e alternativa de construção de capital social. Quanto mais oportunidades for capaz de gerar para as crianças e adolescentes participantes de nossos projetos, mais opções, eles terão para realizar suas potencialidades e utopias.
h) Protagonismo: Participação nas decisões fundamentais.
Este indicador nos fala de nossa possibilidade sempre presente para assumir os desafios, romper barreiras, ampliar os limites do possível, disponibilizar nossos saberes-fazeres-e-quereres, estar à frente do nosso tempo e participar integralmente da construção dos destinos humanos. O que cada um pode fazer? Queremos ser protagonistas de que peça, de que escola, de que país, de que sociedade?
i) Resiliência: Feedback positivo das situações adversas da vida.
Este indicador reflete a capacidade do ser humano de responder de forma saudável e coerente as demandas da vida cotidiana, apesar das adversidades que enfrenta ao longo do seu desenvolvimento. Trata-se de um conceito que comporta um potencial valioso em termos de prevenção e promoção da saúde.
j) Transformação: Processo de mudança/evolução.
Esse indicador traduz a nossa missão de passageiros pelo mundo, de propiciadores de mudança, cuja responsabilidade é deixar para as gerações presentes e futuras, um mundo melhor do que aquele que encontramos e o que recebemos de nossos antecessores.
• INDICADORES QUANTITATIVOS
Número de colaboradores, equipes multiprofissional, gestores participantes e concluindo as atividades previstas para o ano e com resultados nos indicadores quantitativos mensuráveis.
















Capítulo 5- Políticas Públicas Uma Solução?

"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida".
John Dewey


No capítulo anterior citamos a grande importância de atingirmos metas e objetivos para “o fazer” pedagógico. O pedagogo tem uma grande responsabilidade pelo fato de está entrando em área desconhecida porque a maioria das universidades não oferecerem um currículo baseado na realidade das empresas e/ou organizações para a atuação deste profissional.
Ao observar alguns documentos importantes ligados a área da educação percebe-se que existem lacunas e interpretações errônea quanto ao oferecimento da educação em qualquer esfera seja ela escolar ou não. Sabe-se que alunos internados e debilitados por algum tipo de patologia, moradoras ou participantes de ONGs, colaboradores de empresas, têm o direito ao “conhecimento” garantido por leis como a LDB, ECA, Constituição, resoluções, outros. O Pedagogo ao fazer parte deste processo muitas vezes se vê despreparado pelo fato de não ter tido em sua vida acadêmica prática e teoria ligado ao tema em questão.
A alternativa mais apropriada seria a elaboração, execução de um projeto em que se valoriza o profissional “pedagogo” em ambientes não escolares com salários de acordo com a eficiência do mesmo. Verificamos que o caráter verdadeiramente pedagógico que os profissionais possuem dentro desta área é confundido com um caráter estritamente administrativo em que a obtenção por recursos é mais importante que o atendimento às necessidades do processo educacional. Ou seja, quando esses profissionais atuam fora da sala de aula geralmente é na visão administrativa e não pedagógica.
Infelizmente o lucro, o financeiro e o administrativo são os sinônimos que algumas empresas e/ou organizações almejam. Parece que não se tem objetividade nem claridade nos ideais da Educação Brasileira e valorização pelo profissional desta área. Não se prevalece a Educação como transformação social e o Pedagogo como o transformador desse processo. É amplo o fazer desse profissional.
Necessariamente a partir do momento que a lei de fato for cumprida poderemos assegurar a eficiência e eficácia desse profissional que consegue dentro de um ambiente desconhecido se destacar e fazer a diferença apresentando planos, planejamentos e projetos além de avaliar-se continuamente.
Somente um Pedagogo participativo, eficiente e eficaz, ético em suas ações dará a oportunidade de verificarmos que estes valores requerem objetividade. A ética que esses profissionais precisam defender na educação não escolar e escolar e no mundo, é a ética humana, aquela que promove o desenvolvimento tendo como objetivo o bem estar dos humanos. Não basta aprender conceitos e discutir pontos de vista, é preciso também, mudar as atitudes, colocar os valores aprendidos em ação.
Outro papel do Pedagogo é protagonizar o processo educacional sem negar a sua dinamicidade, os seus conhecimentos e qualidades e as falhas e fragilidade. Ter ética é saber que ensinar e aprender são muito mais do que dar uma receita para ser desenvolvida sem erros: é antes de tudo ser referência de homem e de mulher diante dos problemas que a vida impõe, assumindo uma atitude de respeito, solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças e discriminações.
Para Barbosa (2002), a ética na educação esta ligada à valorização humana porque esta eleva a estima e traz para aquele que é valorizado uma imagem positiva de si própria. Educares, quando respeitados pelos alunos têm tudo para participar da formação da imagem de seus alunos.
Outro fator importante é saber que o ensino-aprendizagem não tem a função doutrinária e o papel do Pedagogo passa a ser o de mediar, trazendo para a sala de aula várias posições sobre determinados assuntos, provocando o exercício da descentralização, a possibilidade de conhecer distintas opiniões e de formar a sua a partir das discussões e da análise dos aspectos positivos e negativos referentes a cada assunto, e isto é uma questão de ética profissional em educação.
A busca da ética nas discussões realizadas tem o objetivo principal de levar a perceber que as situações, os fatos precisam ser analisados de diversos ângulos e que os valores precisam ser hierarquizados para que se possa entendê-los no contexto histórico, espacial e social.
Tereza Rios (1993) caracteriza o Pedagogo como um profissional para o qual corresponde um dever a ser realizado de uma maneira específica, por meio da articulação das dimensões política, técnica e ética de seu trabalho. Essas dimensões fazem a atividade docente ser competentes se configurando em uma ação consciente, intencional, comprometida, livre e, portanto, ética de sua parte. A docência é considerada uma atividade com valores, como o senso de dever, o compromisso, a responsabilidade, a liberdade, à vontade e o consenso.
Para ela, a ética está presente no fazer do professor no que se refere à escolha dos conteúdos, dos métodos de ensino, dos sistemas de avaliação, entre outros itens. Rios ressalta ainda que os valores que subjazem à prática docente devem ser vistos pelo professor a partir de sua implicação política e não como uma essência natural e espontânea, o que enfatizaria demasiadamente a dimensão afetiva do trabalho educativo. Faz-se necessário, portanto, resgatar o que a autora denomina como o “sentido autêntico da ética, como um meio de se evitar o enfoque moralista que ela considera característico a algumas ideologias que permeiam a educação”.
Aquino (1998) ressalta duas outras grandes dimensões, além destas propostas por Rios: a especialidade e a didático-metodológica. A dimensão ética, para Aquino, tem o papel de oferecer sentido, contextualização e concretude às duas outras dimensões. É a ética que o autor atribui a regulação das práticas institucionais.
Portanto, os valores humanos que se encontram no topo da hierarquia, relacionados à vida, à liberdade e ao respeito mútuo e próximo em nossa cultura, precisam prevalecer, não como algo que devemos obediência cega, mas conhecidos em sua dimensão histórica e geográfica para que possamos ter uma sociedade mais justa. Este é o principal objetivo da ética profissional dos educadores em nosso país e a eterna reivindicação por mudanças nas Políticas Educacionais Públicas.






Considerações Finais



É preciso estar atentos as mudanças porque com elas vêm com alguns conflitos, por exemplo: Há uma possibilidade de se recair sobre um processo de “educação compensatória” e ainda desviar a função do Pedagogo para outros interesses e outros campos profissionais: assistência social, psicologia, administração de empresas, explorando funções profissionais que não são da Pedagogia e segundo alguns pesquisadores na nossa atividade somos freqüentemente compelidos a conhecer para não pensar, adquirir e reproduzir para não criar, consumir, em lugar de realizar o trabalho de reflexão.
Assim o trabalho pedagógico do Pedagogo em outros espaços merece análise. A questão está posta e ainda divide as opiniões entre os Pedagogos que se dedicam à pesquisa. De um lado podemos destacar uma concepção tecnicista da educação quando se analisa a aplicação da Pedagogia em outros espaços atendendo funções que não são pedagógicas. De outra evidência dentro de uma visão crítica, que o Pedagogo tem uma função pedagógica, uma especificidade educativa na qual sustenta sua intervenção em quaisquer espaços sem perder seu foco que é a ação educativa.
A educação ocorre em vários espaços, e o Pedagogo atua intencionalmente, analisando, discutindo, colaborando e efetivando uma educação instituída como campo próprio de problematização. O Pedagogo tem seu espaço de contribuição, porém há necessidade de se ter o cuidado e uma atenção para a especificidade da prática pedagógica, sem perder-se nas entranhas produzidas pelo mercado de trabalho que determina interesses e intenções.
Um contexto não escolar deve ter três propósitos: ele deve fornecer todos os que querem aprender acesso aos recursos disponíveis em qualquer momento de suas vidas e em qualquer espaço; capacitar todos os que querem compartilhar o que sabem para encontrar aqueles que querem aprender a partir deles, e finalmente, fornecer aos educadores/Pedagogos a oportunidade de fazer seu desafio conhecido. As novas instituições de ensino devem quebrar as famosas pirâmides e optar por uma Gestão democrática e participativa. Suas finalidades devem ser a de facilitar o acesso para o aluno permitindo que ele olhe pela janela e visualize o seu futuro promissor, se ele não consegue chegar à porta. Além disso, tais novas instituições devem ser canais para que o aluno tenha acesso sem credenciais e que seus educadores estejam sempre disponíveis.
Outro fator importante é quanto aos planejamentos destas novas instituições de ensino que não devem começar com as metas administrativas de um diretor ou presidente, ou com os objetivos de ensino de um educador profissional, ou com os objetivos de aprendizagem de qualquer classe hipotética de pessoas. Não deve começar com a pergunta: "O que o aluno deveria aprender?", Mas com a pergunta: "Que tipo de oportunidades deve-se oferecer para que o aluno aprenda?"
Portanto o Pedagogo em contexto não escolar tem a finalidade maior de transmitir o conhecimento de forma participativa fazendo um grande diferencial nas instituições com práticas de humanização na busca por qualidade de ensino e vida aos seus alunos e/ou colaboradores.














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Um comentário:

  1. Olá Christiane!

    Meu nome é Luciana, sou aluna de Pedagogia EAD em MG e este seu trabalho(A importância do pedagogo...), foi muito útil para mim. Pois estou realizando uma atividade e consegui sanar minhas dúvidas através dele.
    Muito obrigada. Abraços! Fique com Deus!

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sejam sempre bem vindos!!

aberto a todos que apreciam a educação.........