sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Origem da Grécia e sua Contribuição a Humanidade

Origem da Grécia e sua contribuição para a humanidade, origem da escrita, origem da ciência, principais filósofos e suas concepções.
1 – ORIGEM DA GRÉCIA: Existem duas versões – versão histórica e versão mitológica. A versão histórica: a Grécia Antiga foi povoada por diversos povos. A partir de 2000 a.C alguns povos provinientes da região da Rússia foram se fixando no seu território. Esses povos chamados Aqueus, Jônios, eólios e Dórios, deram origem ao povo grego. A versão Mitológica : Para alguns Gregos antigos, Júpiter, pais dos deuses, zangado com a maldade das pessoas, resolveu inundar a Terra. Em uma barca, escaparam apenas Deucalião (o mais justo dos homens) e Pirra (a mais virtuosa das mulheres). Depois do dilúvio, o casal consultou um oráculo, que lhes aconselhou “atirar para trás os ossos de sua mãe”. A mãe era a terra e os ossos, as pedras. As pedras lançadas para trás por Deucalião transformaram-se em homens; e as que foram lançadas para trás por Pirra transformaram em mulheres. De Heleno, um dos filhos de Deucalião descendiam os habitantes da Hélade ( Grécia ). 

2- A HERANÇA DOS GREGOS PARA A HUMANIDADE: Os gregos alcançaram notável desenvolvimento cultural e artístico. Sua produção tornou-se tão rica e fecunda que ultrapassou os limites do tempo e do espaço geográfico e influenciou toda a cultura ocidental e algumas sociedades orientais. Alguma das influencias culturais da Grécia são: • A filosofia com Platão, Sócrates e Aristóteles que até hoje são bastante estudados. • A matemática com Pitágoras tido como o pai da matemática, Euclides e Arquimedes. • A medicina com Hipócrates tido como o pai da medicina que já utilizava técnicas como examinar o aspecto dos olhos, a temperatura do corpo, examinar a urina e as fezes como forma de identificar uma doença, métodos que ainda hoje são utilizados. • Astronomia que mediu a distância da terra com o sol e a lua. • A Geografia com a divisão em meridianos e paralelos. • As bibliotecas que faziam copais das obras para não se perder o conhecimento em caso de algum desastre. • Mitos poéticos criados principalmente por Homero. • A história que produziu obras, por exemplo, sobre as guerras medicas e sobre a guerra de Peloponeso. • O teatro, os gregos eram apaixonados pelo teatro. As peças eram apresentadas em anfiteatros ao ar livre e os atores representavam usando máscaras. As comédias, dramas e sátiras retravam, principalmente, o comportamento e os conflitos do ser humano. Ésquilos e Sófocles foram os dois mais importantes escritores de peças de teatro da Grécia Antiga. • Esculturas, músicas, pintura e arquitetura. • As olimpíadas criadas pelos gregos como forma de homenagear os deuses. 

 3- ORIGEM DA ESCRITA: Na Pré-História o homem buscou se comunicar através de desenhos feitos nas paredes das cavernas. Por este tipo de representação (pintura rupestre), trocavam mensagens, passavam ideias e transmitiam desejos e necessidades. Porém, ainda não era um tipo de escrita, pois não havia organização, nem mesmo padronização das representações gráficas. Foi somente na antiga Mesopotâmia que a escrita foi elaborada e criada. Por volta de 4000 a.C, os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época. Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios. Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para escrever. Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas. Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Este novo estilo também possuía letras maiúsculas e minúsculas. Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se complexa para leitura. Usualmente, a ampliação do uso de sinais fonéticos foi criada a partir do momento em que se notava a semelhança dos sons empregados para coisas distintas. Na medida em que surgia a necessidade de criar símbolos distintivos para termos semelhantes, a escrita silábica começou a ser vista como uma maneira eficiente de definir a simbologia empregada nas palavras. Paralelamente, a necessidade de simplificação dos signos escritos foi tornando o sistema mais compacto e funcional. Foi nesse momento que os primeiros alfabetos apareceram na Antiguidade. Diferentes civilizações começaram a trabalhar com sistemas mais simplificados e, ao mesmo tempo, capazes de identificar distintos conceitos, seres e objetos. Na civilização fenícia o desenvolvimento da escrita e do alfabeto teve grande avanço graças à demanda dos comerciantes fenícios. Foi nesse contexto que um alfabeto com apenas vinte e dois caracteres foi popularizado por aquela civilização oriental. Depois disso, as civilizações greco-romanas deram outra importante contribuição para a formação dos alfabetos contemporâneos. Foi entre os povos gregos que se introduziu o uso de vogais. Séculos mais tarde, os romanos – sendo fortemente influenciados pelos etruscos – deram formas claras ao sistema alfabético utilizado por diversas nações do mundo ocidental contemporâneo. Graças à formação de um vasto império e do contato com os bárbaros, as línguas latinas predominam em diferentes culturas do mundo atual. 

4- ORIGEM DAS CIÊNCIAS: Segundo alguns pesquisadores tem seu ponto de partida na Grécia (pré-história do pensamento social). Exemplos dessa embrionagem são os historiadores, poetas, filósofos, juristas e oradores que procuravam meios de dar ao homem possibilidades de conhecer os mecanismos da vida social, mas num estado ainda amorfo (sem forma) de ciência; Desenvolve-se também entre os árabes e romanos; Liberto da tutela da Igreja católica, o homem se sente livre para pensar e criticar a realidade que vê e vivencia. Passam a questionar e dissecar a realidade social; Emerge uma nova classe social: a burguesia comercial; Na esteira desses acontecimentos temos um conjunto de intelectuais que começam a tematizar esta situação e preparar o arcabouço para a interpretação desta nova realidade emergente: Thomas Morus escreve a “Utopia”; Maquiavel faz de O Príncipe um manual de ação política, cujo ideal é a conquista e a manutenção do poder. Sendo considerado o fundador da Ciência Política. Desenvolvem-se a ciência e a tecnologia, exigindo da sociedade tomar medidas urgentes ao desenvolvimento científico: melhorar as condições de vida; ampliar a expectativa de sobrevivência humana a fim de engrossar as fileiras de consumidores e, principalmente, de mão-de-obra disponível; mudar os hábitos sociais e formar uma mentalidade receptiva às inovações técnicas; Todas essas mudanças de valores, avanços tecnológicos, melhores condições de vida, levou a um surto de ideias conhecido pelo nome de Ilustração ou Iluminismo. O pensamento da Ilustração pode ser dividido em dois grupos: os filósofos e os economistas. Os filósofos destacavam-se pela crítica social e política. Defesa da liberdade. Eliminar as instituições porque são irracionais e injustas, sendo um atentado à liberdade do homem; Com a Revolução Industrial, a descoberta de novas fontes de energia e os avanços científicos e tecnológicos vão trazer transformações radicais nos planos políticos, econômico e social, gerando conflitos, aonde a intelectualidade vai se debruçar no estudo do funcionamento dessa sociedade, conhecendo suas leis, organização, procurando reestabelecer a “ordem e a paz” através da ciência. A ciência se fundava, portanto, como um conjunto de ideias que diziam respeito à natureza dos fatos e aos métodos para compreendê-los. Por isso, as primeiras questões que os sociólogos do século XIX tentarão responder serão relativas à definição dos fatos sociais e ao método de investigação. 

 5 – PRINCIPAIS FILÓSOFOS E SUAS CONCEPÇÕES: Tales de Mileto (624 – 550 ªC.), grego. Expoente do “monismo”; é considerado o primeiro filósofo ocidental. aximandro de Mileto (611-547 ªC.), grego. Deu continuidade à busca de “Tales” da substância universal, argumentando que tal substância não precisa se parecer com nenhuma outra conhecida. Sócrates (c. 470 – 399 ª C.), grego. Desenvolveu o “método maiêutico de investigação”, sendo sua filosofia difundida por seu aluno “Platão”. Demócrito de Abdera (460 – 370 ªC.), grego. Iniciou a tradição no pensamento ocidental de explicar o universo em termos mecânicos. Acreditava que toda matéria era composta de pequenas partículas indivisíveis chamadas átomos. Antístenes (c. 450-c. – 360 ªC.), grego. Líder do grupo conhecido como “Cínicos”, ressaltava a disciplina e o trabalho como um bem essencial. Platão (c.428 – 347 ªC.), grego. Fundador da Academia de Atenas, desenvolveu o “idealismo de Sócrates”e foi professor de “Aristóteles”. Aristóteles foi preceptor de Alexandre, o Grande, durante três anos. Ensinou-o a espalhar-se no herói clássico grego, salientou a importância da filosofia e aconselhou Alexandre a dominar os não gregos. As relações complicaram-se entre eles com a execução do sobrinho de Aristóteles (Calístenes de Olinto) por Alexandre. Após a morte de Alexandre, o filósofo foi vitima de uma campanha antimacedônica e acusado de ímpio. Certo da condenação, ele deixou a cidade e faleceu no ano seguinte. Aristóteles (384 –322 ªC.), filósofo e cientista grego. Seus trabalhos influenciaram toda a filosofia ocidental. Propunha a existência de quatro fatores na relação casual: “forma; matéria; motivo, que produz mudanças, e o fim, pelo qual ocorre um processo de mudança”. Outros. Teorias de Filósofos da Idade Média: Avicena (980 – 1037). Discípulo árabe de “Aristóteles” e do neoplatonismo cujos trabalhos despertaram interesse por Aristóteles na Europa do séc.XIII. Santo Anselmo (1033 – 1109). Agostiniano e realista italiano famoso por sua prova da existência de “Deus”. Abelardo (1079 – 1142). Teólogo e filósofo francês cujo nominalismo antagonizou a Igreja. Averróis (1126 98). Grande filósofo da Espanha islâmica e principal comentador de Aristóteles. Considerava a religião como alegoria para o homem e a filosofia, o caminho para a verdade. Outros. Início do Período Moderno: Desidério Erasmo (1466 – 1536), holandês. O maior dos humanistas, ajudou a difundir idéias renascentistas no norte da Europa. Nicolau Maquiavel (1469 – 1527), italiano. Maquiavel colocava o Estado como o poder supremo nos assuntos humanos. Seu livro “O Príncipe” trouxe-lhe reputação pelo cinismo amoral. René Descartes (1596 – 1650). Dualista, racionalista e teísta francês cujo sistema “cartesiano” é a base de grande parte da filosofia moderna. Desenvolveu uma teoria de conhecimento que fundamenta a ciência e a filosofia modernas, com base na certeza da proposição “Penso, logo existo”. Jean-Jacques Rousseau (1712 – 78). Filósofo social e político francês, que definia um “retorno à natureza” para combater a desigualdade causada pela sociedade civilizada. As Teorias dos Filósofos do Século XIX: George Wihelm Friedrich Hegel (1770 – 1831), alemão. Seu sistema metafísico era racionalista, historicista e absolutista, baseado na doutrina de que “o pensamento e o ser são o mesmo”, e que a natureza é a manifestação de um “Espírito Absoluto”. Auguste Comte (1798 - 1857), francês, fundador do positivismo, um sistema que negava a metafísica transcendente e afirmava que a “Divindade e o homem eram um só”; que o altruísmo é o dever maior do homem e que os princípios científicos explicam todos os fenômenos. Karl Marx (1818 – 83). Pensador revolucionário alemão que, juntamente com “Friedrich Engels”, fundou o comunismo moderno. Marx também foi importante seguidor de “Hegel”. Charles S. Peirce (1839 – 1914). Físico e matemático, norte-americano, fundador da escola filosófica chamada de “Pragmatismo”. Considerava a “lógica” a base da filosofia e entendia que o critério de uma crença é dado pelas suas conseqüências práticas. Ex.: Na Religião (Africanista) de Matriz Africana, entre o “Fundamento e os Rituais” praticados por seus adeptos, têm que haver a “lógica” entre os mesmos, (Fundamento (base) da Religião de Matriz Africana e seus diversos Rituais, caso não exista a “lógica”entre os mesmos, então, não existe Religião de Matriz Africana). A “lógica” é a base, o fundamento desta Religião, sendo o seu maior segredo. Por isso, que todos os “Rituais”praticados por seus adeptos são baseados no “Fundamento” e com a “lógica” entre os mesmos. Charles, também estudou e baseou-se na “teoria da lógica”, bem como, muitos historiadores, antropólogos e filósofos (na – lógica -da Religião Primitiva Africana). Teorias de Filósofos do Século XX: Gottlob Frege (1848 – 1925). Matemático alemão que revolucionou a lógica formal e abriu caminho para a filosofia analítica. Henri Bergson (1859 1914). Evolucionista francês que defendia a existência de um “impulso vital” que leva o mundo adiante, sem início ou término definido. Acreditava que o futuro era determinado pela escolha de alternativas feitas no presente. John Dewey (1859 – 1952). Pragmatista, norte-americano, que desenvolveu um sistema conhecido como “instrumentalismo”. Considerava o homem em continuidade com a natureza, mas distinto dela. Bertrand Russell (1872 – 1970). Agnóstico britânico, que adotou vários sistemas filosóficos antes de apresentar o “positivismo lógico” – visão segundo a qual o conhecimento científico é o único conhecimento factual. Jean-Paul Sartre (1905 – 1980). Influente filósofo francês que desenvolveu o pensamento existencialista de Heidegger. Defensor ateísta de uma existência humana irracional e subjetiva, seu lema era “a existência é anterior à essência”. 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 • Boulos Júnior, Alfredo. Coleção história: sociedade & cidadania. São Paulo:FTD, 2004. 
• COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 1997. 
• Giordani, Mario Curtis. História de Roma. Rio de Janeiro: Vozes, 1979.
• Giovanni, Maria Cristina V. História Compreender para Aprender. Zilda A Junqueira, Sílvia Guena de Albuquerque Tuono. São Paulo: FTD, 1998. 
• MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. São Paulo: Brasiliense, 1982.
• Rodrigue, Joelza Ester. História em Documento: imagem e texto. São Paulo: FTD, 
2001. 


•Vicentino, Cláudio. Viver a História. São Paulo: Scipione, 2002. http://www.paijulioesteio.kit.net/os_filosofos_e_suas_teorias_8.htm . Acesso 10/10/2012.

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