terça-feira, 6 de novembro de 2012


A INCLUSÃO DE PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS  NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Todos os comprometidos com o sistema buscam mudanças de comportamento e atitudes em relação aos portadores de necessidades que não podem ser excluídos, ao contrário, deve-se buscar alternativas eficazes que os tornem cada vez mais cidadãos, com direitos e deveres garantidos por lei.
Deve-se criar mecanismos, trabalhar em coletivo pautando sempre princípios de solidariedade, responsabilidade, ética para que os objetivos como a inclusão educacional, sejam alcançados. Daí a necessidade do preparo do educador e da grande responsabilidade do diretor em buscar uma gestão democrática em que todos planejem, busquem alternativas, opinem, visem sempre o progresso do aluno com deficiência e o seu aprimoramento.
Em síntese, o trabalho é proposto por uma análise da crise da exclusão educacional dos portadores de necessidades com observações da declaração de salamanca, a LDB, as novas tecnologias oferecidas pelo mercado e estimulações das múltiplas inteligências do aluno pela oficina de psicomoticidade para melhor compreendermos o processo de  inclusão dos portadores de necessidades especiais na educação nacional.
   
INTRODUÇÃO

“Ao oportunizar o acesso ao sistema regular de ensino aos indivíduos com necessidades especiais e estes não conseguirem se adaptar, devido à escola não estar pronta para recebê-los, o processo pode contribuir mais uma vez para a segregação”.
Madalena Fantin

         A atual sociedade passa constantemente por mudanças de paradigmas. Buscam-se alternativas mais eficazes em relação a algumas crises que vão surgindo, como as questões da inclusão educacional. Como educadores, nos vemos constantemente com interrogações e em se tratando dos portadores de necessidades especiais somos invadidos pelo medo em lidar com o novo, pelo nosso despreparo e por muitas vezes acharmos que este assunto não nos pertence afinal o que se deve é trancafia-los em locais devidamente preparados para recebê-los e não é o caso da maioria das escolas.
         Grande engano este. Nós como educadores devemos buscar alternativas, propor soluções, discutir em congressos, seminários a melhor forma de incluir esses portadores em nosso planejamento de ensino e acima disto, numa escola democrática.
         Será que uma criança consegue obter algum aprendizado estudando em uma sala regular com professores despreparados e total falta de material de apoio?
         Claro que não. Os educadores, a escola e sua infraestrutura devem estar preparados para receber este aluno. Ele deve sentir-se bem em seu local de estudo, deve ver seus professores como elo, um caminho para o conhecimento e o professor reciprocamente, ver neste aluno um ser humano, com objetivos a serem alcançados, com metas a serem seguidas.
         O trabalho tem o objetivo de demonstrar que uma escola bem estruturada, um espaço físico apropriado, o oferecimento de uma oficina compatível com suas necessidades (como a de psicomotricidade) podem trazer resultados significativos a essas crianças, assim como um educador bem preparado pode realizar atividades eficazes demonstrando que os portadores  são capazes de se relacionar em sociedade sendo compreendidos em seus direitos e deveres.
         O que não podemos deixar de verificarmos é que esforços vêm sendo realizados em busca desta inclusão. Vemos constantemente apoios dos governantes, de entidades, comunidades. O próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) assegura uma educação voltada a todos as crianças, sem distinção. É um grande passo em relação a crise de paradigma que nossa educação vem sofrendo.
         Por isso torna-se de grande importância o fator “apoio governamental” afinal é através deste que os profissionais em educação poderão realizar curso de capacitação diminuindo desta forma o medo em lidar com o tema. Em congressos, seminários e debates e realização de pesquisas é que interrogações são feitas, mas  também solucionadas.
         Para tanto iniciaremos nosso projeto retratando a inclusão dos portadores de necessidades especiais  na sociedade. Eles não podem ser mais vistos como “coitadinhos” ao contrário podem e devem ser incluídos na sociedade como verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres garantidos por lei.
                   A declaração de Salamanca, a LDB( Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional), e outros nos mostrará caminhos eficazes para a busca de recursos e da própria  inclusão desses portadores na sociedade.
         Abordaremos também jogos e brincadeiras, testados clinicamente, estimulando e aperfeiçoando a coordenação motora, a criticidade, a autonomia dentre outros aspectos psicomotor.
         Todos sentimo-nos a necessidade de ser entendidos. Infelizmente há pessoas que, ao verem  os portadores, só vêem um “incapacitado”. Aparentemente inabilidades podem empanar as verdadeiras habilidades deles. Em contraste, muitos portadores consideram-se “capacitados”. Comunicar-se fluentemente entre si, desenvolve a autonomia, a auto-estima e tem bom desempenho acadêmico, social e espiritual. Infelizmente, os maus-tratos que muitos deficientes sofrem levam alguns deles a suspeitar de suas capacidades. Contudo, quando os profissionais da educação  interessam-se sinceramente em entender a cultura dos portadores no seu dia-a-dia encarando-os como pessoas capacitadas, todos se beneficiam.
         Em todo o mundo, os portadores de necessidades especiais  expandem seus horizontes usando uma rica estimulação pedagógica. Esse é o projeto que pretendemos alcançar.
        
  

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