segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Coordenador Pedagógico Hospitalar


COORDENADOR PEDAGÓGICO HOSPITALAR: UMA  VISÃO HOLÍSTICA NA GARANTIA  DE DIREITOS.

CHRISTIANNE NERY R. S.M. DA ROCHA
christianne-r@hotmail.com


o  Coordenador Pedagogo Hospitalar está voltado para defender o Direito de toda criança e adolescente que esteja impossibilitado de frequentar as aulas por longos períodos. Como prática deste trabalho Humanista, necessário ter os olhos voltados para o ser global, e não somente para o corpo e as necessidades físicas, emocionais, afetivas e sociais do individuo .

Como um de seus objetivos a Classe Hospitalar possibilita a compensação de faltas e devolve um pouco da normalidade para o aluno, ao realizar tarefas e provas além de objetivar a autoestima, a vontade de continuar seus estudos tornando-os mais felizes, amenizando suas dores e saudade do convívio familiar. O aluno hospitalizado precisará muitas vezes se ausentar da escola por longos períodos.  

Os principais  procedimentos do Coordenador merece destaque: Comunicação com a escola do aluno e obtenção do seu material didático. Apoio pedagógico na unidade hospitalar. Reforço se necessário das disciplinas. Relatório descritivo das atividades realizadas bem como do seu desempenho. 

Percebe-se que a Pedagogia Hospitalar passa a formar um novo panorama de ação para o Coordenador Pedagógico, que ao sair dos muros escolares preconiza uma nova atuação em ambientes não escolares invalidando preconceitos e ideias de que se está apto para exercer suas funções apenas na sala de aula. O processo de ensino-aprendizagem é vivenciado não somente dentro da escola, mas é uma ação que acontece em todo e qualquer setor que se caracteriza como a sociedade do conhecimento, porque a educação formal e a não formal caminham paralelamente e torna a educação o principal instrumento contra a desigualdade social. O desafio desse novo profissional, ainda será motivo de grandes questionamentos. 


Saber destas e suas implicações torna o Coordenador como um dos principais elos entre hospital, alunos e professores além da equipe técnica das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. O Coordenador deve estar atento também a um dos principais aspectos da Classe hospitalar: Ser signatária do objetivo do milênio, proposto pela Organização das Nações Unidas - ONU: “educação de qualidade para todos”. 

Necessário ainda se faz, que o Coordenador Pedagógico tenha uma interação com as Secretarias Estaduais e Municipais para que os trabalhos em equipe sejam elaborados considerando-se três pontos fundamentais: a necessidade do aluno, a importância da intervenção do Coordenador Pedagógico no processo hospitalar e as reais necessidades do professor. 

É impossível pensar no processo de ensino-aprendizagem sem múltiplas interações.   O Coordenador Pedagógico deve extrapolar os muros hospitalares e caso não se tenha esse “olhar” muitos projetos poderão significar apenas aplicações diárias, sem intencionalidades, sem alcance de objetivos. Deve perceber que a avaliação hospitalar deverá ser focada na perspectiva qualitativa de como o aluno se apresentava antes do projeto e depois dele, fornecendo um feedback daquilo que ele aprendeu ou como se desenvolveu e não simplesmente mensurando, quantitativamente, aquilo que ele não aprendeu. No final de cada projeto, que perceba que a maioria dos alunos demonstrem avanços no seu processo de aprendizagem. 

 Acredita-se que a não continuidade, a ruptura do trabalho do Coordenador Pedagógico causa uma ruptura em todo o desenvolvimento do processo educacional dos alunos.  
Na área sócio-política, A Pedagogia Hospitalar forma um profissional Pedagogo voltado para defender o Direito de toda criança e adolescente de serem iguais e com oportunidades respeitadas para todos. Como prática deste trabalho Humanista, necessário ter os olhos voltados para o ser global, e não somente para o corpo e as necessidades físicas, emocionais, afetivas e sociais do individuo.  

Como um de seus objetivos a Classe Hospitalar possibilita a compensação de faltas e devolve um pouco da normalidade para o aluno, ao realizar tarefas e provas além de objetivar a autoestima, a vontade de continuar seus estudos tornando-os mais felizes, amenizando suas dores e saudade do convívio familiar. O aluno hospitalizado precisará muitas vezes se ausentar da escola por longos períodos. Seus procedimentos também merecem destaque: Comunicação com a escola do aluno e obtenção do seu material didático. Apoio pedagógico na unidade hospitalar. Reforço se necessário das disciplinas. Relatório descritivo das atividades realizadas bem como do seu desempenho. 

Dentro deste novo cenário é necessário entendermos que a Pedagogia Hospitalar requer muitos estudos porque formará profissionais que farão diferença não apenas em escolas. A atuação deste Pedagogo deve ocorrer de forma sistemática, cooperando sempre com os outros profissionais principalmente da equipe multiprofissional dos Hospitais e/ou organizações não governamentais que atendam aos alunos em tratamento por longos períodos e impossibilitados ao convívio Escolar. Neste contexto hospitalar, o pedagogo poderá elaborar e consolidar planos, projetos e ações que visem colaborar para a melhoria da Classe Hospitalar bem como melhorar o desempenho do aluno, dos professores, da empresa, da organização em que este profissional está inserido.  

Outro fator importante é saber que o ensino-aprendizagem dentro da Pedagogia Hospitalar não tem a função doutrinária e o papel deste Pedagogo passa a ser o de mediar, trazendo para a Classe Hospitalar várias posições sobre determinados assuntos, provocando o exercício da descentralização, a possibilidade de conhecer distintas opiniões e de formar a sua a partir das discussões e da análise dos aspectos positivos e negativos referentes a cada assunto. Portanto, a Pedagogia Hospitalar se volta para os valores humanos relacionados à vida, à liberdade e ao respeito mútuo ao próximo.













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